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Cotidiano Sexta-feira, 08 de Maio de 2015, 15:37 - A | A

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Incra

Sem terras continuam ocupando a sede do INCRA

Eles aguardam a vinda de um representante nacional do órgão

Melissa Schmidt
Capital News

Divulgação/Assessoria

Sem terras continuam ocupando a sede do INCRA

 

Desde quarta-feira (6) sem terras estão ocupando a sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. As manifestações começaram no feriado do dia do trabalho com a Marcha de trabalhadores. Uma das reivindicações é a nomeação imediata um novo superintendente do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que possua poder de deliberação e resolução de questões como a Reforma Agrária, parada há cinco anos no Estado.

Segundo, Jonas Carlos da Conceição, da direção do MST/MS (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras de Mato Grosso do Sul), neste terceiro dia de mobilização três rodovias federais foram trancadas. Na quinta-feira (7) sem terras bloquearam a rodovia BR-267, trecho que liga Nova Casa Verde a Nova Alvorada do Sul, e na sexta-feira (8) a BR 163 em Japorã e a BR 347 em Itaquirai.

Hoje pela manhã, uma assembléia foi organizada para decidir se eles deixariam ou não a sede do INCRA. Segundo, Dinho Lopes, também da direção do MST, o movimento segue mobilizado a espera de uma deliberação concreta do INCRA Nacional.

De acordo com o dirigente do MST/MS eles pretendem sair da sede desde que haja certeza sobre a vinda da presidenta do INCRA, Maria Lúcia Falcón ou seu adjunto, Leonardo Queiroz, o mais rápido possível. "Temos conhecimento sobre a normativa do INCRA Nacional, mas decidimos que só sairemos do órgão com a certeza da vinda de um dos dois maiores representantes do INCRA, com poder deliberativo, o mais depressa possível, também reafirmamos que acamparemos em Campo Grande, em lugar próximo, pois caso não haja essa deliberação de descida em MS, nós ocuparemos o órgão novamente", afirma.

Segundo, Dinho Lopes, também da direção do MST, o movimento segue mobilizado a espera de uma deliberação concreta do INCRA Nacional. "Analisamos que nesses dias de mobilização nós avançamos em alguns pontos, como a liberação de R$ 6 milhões para o INCRA de MS. Além disso, estamos com a expectativa da vinda desse representante nacional", ressalta.

Desde o dia 1º de maio os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul estão mobilizados, com a Marcha da Classe Trabalhadora. Cerca de mil pessoas participaram de um ato na praça Ary Coelho na manhã da última terça-feira (5), depois eles ocuparam a sede do INCRA. Na ação de ocupação estão participando militantes do MST/MS, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetagri), do Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA) e da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS).

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