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Cotidiano Terça-feira, 05 de Maio de 2015, 11:20 - A | A

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Marcha

Marcha de trabalhadores chega em Campo Grande e pede reformas

MST, CUT e movimento indígena se unem para reivindicar várias questões, entre elas o aceleramento da reforma agrária, demarcação das terras e se posicionar contra a PL 4330

Melissa Schmidt
Capital News

Melissa/Capital News

Marcha da Classe Trabalhadora chega na capital, movimentos pedem direitos e reformas

 

Na manhã desta terça-feira (5) estiveram reunidos na praça Ari Coelho, centro da capital,  líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de MS (MST/MS), da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MS), liderança do movimento indígena Guarani-Kaiowá e trabalhadores. Uma das reivindicações é nomeação imediata um novo superintendente do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), também o posicionamento contrário à PL 4330.

Segundo Jonas Carlos da Conceição, da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de MS (MST/MS), eles pedem a reestruturação no INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que, segundo ele, está sucateado. Outro ponto é o pedido de aceleramento da reforma agrária do Mato Grosso do Sul, parada há cinco anos. “Hoje o MS tem em torno de 17 mil famílias assentadas, morando nas margens da rodovia, em barracos de lona. Pedimos providencias do Governo Federal em relação à infraestrutura e definição de recursos para tratar dessa questão”, disse.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MS), Genilson Duarte, o principal foco é uma ação contra PL 4330, projeto de terceirização que foi aprovada na Câmara e já está no Senado para votação. “Nós somos contra qualquer retirada de direitos dos trabalhados, principalmente através da PL 4330”, afirmou. Para Duarte, a união dos movimentos é uma forma de chamar a atenção do governo federal e pressionar por mudanças. “Também somos solidários aos companheiros do campo que lutam pela reforma agrária e os companheiros indígenas que pedem a demarcação das terras. Hoje nós somos uma unidade do campo, da cidade e da floresta, em busca dos direitos da classe trabalhadora”, finaliza.

Segundo Genilson Duarte está prevista uma paralisação nacional para o próximo dia 29, organizada pela central única dos trabalhados, contra a PL 4330.

Divulgação/Assessoria

Marcha da Classe Trabalhadora está na capital, movimentos pedem direitos e reformas

 

A Marcha da Classe Trabalhadora do Campo e da Cidade reúne cerca de mil marchantes que estão

numa caminhada desde o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, e já passaram pela BR 163, vindos das proximidades do distrito de Anhanduí.  Hoje foi o ato de encerramento das atividades, na praça central Ary Coelho.

INCRA - Celso Certaria Pinheiro pediu exoneração da superintendência regional do INCRA, no dia 29 de abril, até agora ninguém foi indicado para assumir o cargo.

 

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