Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 11 de Maio de 2026


Saúde e Bem Estar Segunda-feira, 11 de Maio de 2026, 17:40 - A | A

Segunda-feira, 11 de Maio de 2026, 17h:40 - A | A

11ª vítima

Mulher de 46 anos é a 11ª vítima da Chikungunya em Dourados

Paciente estava internada no Hospital Universitário desde abril; cidade ainda investiga outras três mortes suspeitas

João Gabriel Vilalba
Capital News

Uma mulher de 46 anos se tornou a 11ª vítima da Chikungunya em Dourados. Ela estava internada no Hospital Universitário desde o dia 26 de abril e morreu na manhã desta segunda-feira (11).

Conforme informações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento da epidemia na Reserva Indígena e na área urbana do município, o óbito ocorre em um momento em que a curva epidemiológica começa a apresentar sinais de desaceleração.

Com a nova confirmação, Dourados soma agora nove mortes de indígenas e duas de não indígenas em decorrência de complicações causadas pela Chikungunya. Outras três mortes suspeitas seguem em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde: uma criança indígena de 12 anos, um idoso não indígena de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem não indígena de 50 anos, que morreu em uma UPA no dia 27 de abril.

O Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira aponta que o município possui atualmente 28 pacientes internados com a doença. Destes, 18 estão no Hospital Universitário HU-UFGD, três no Hospital Regional, três no Hospital Evangélico Mackenzie, dois no Hospital da Vida, um no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá) e um no Hospital Unimed.

Ao todo, o município já registrou 8.275 notificações de Chikungunya, com 5.410 casos prováveis, 3.374 casos confirmados, 2.865 descartados e 2.036 em investigação. A taxa de positividade está em 54,1%, enquanto a taxa de ataque é de 2% para cada grupo de 100 habitantes.

Entre a população indígena, o boletim epidemiológico contabiliza 3.213 notificações, 2.488 casos prováveis e 2.093 confirmações da doença.

Segundo o COE, a taxa de positividade é considerada um dos principais indicadores da intensidade de transmissão da doença. Organismos internacionais, como a World Health Organization, apontam que índices acima de 5% já indicam transmissão não controlada, cenário ainda considerado preocupante em Dourados.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS