Uma mulher de 46 anos se tornou a 11ª vítima da Chikungunya em Dourados. Ela estava internada no Hospital Universitário desde o dia 26 de abril e morreu na manhã desta segunda-feira (11).
Conforme informações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento da epidemia na Reserva Indígena e na área urbana do município, o óbito ocorre em um momento em que a curva epidemiológica começa a apresentar sinais de desaceleração.
Com a nova confirmação, Dourados soma agora nove mortes de indígenas e duas de não indígenas em decorrência de complicações causadas pela Chikungunya. Outras três mortes suspeitas seguem em investigação pela Secretaria Municipal de Saúde: uma criança indígena de 12 anos, um idoso não indígena de 84 anos com doença arterial coronariana e um homem não indígena de 50 anos, que morreu em uma UPA no dia 27 de abril.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira aponta que o município possui atualmente 28 pacientes internados com a doença. Destes, 18 estão no Hospital Universitário HU-UFGD, três no Hospital Regional, três no Hospital Evangélico Mackenzie, dois no Hospital da Vida, um no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá) e um no Hospital Unimed.
Ao todo, o município já registrou 8.275 notificações de Chikungunya, com 5.410 casos prováveis, 3.374 casos confirmados, 2.865 descartados e 2.036 em investigação. A taxa de positividade está em 54,1%, enquanto a taxa de ataque é de 2% para cada grupo de 100 habitantes.
Entre a população indígena, o boletim epidemiológico contabiliza 3.213 notificações, 2.488 casos prováveis e 2.093 confirmações da doença.
Segundo o COE, a taxa de positividade é considerada um dos principais indicadores da intensidade de transmissão da doença. Organismos internacionais, como a World Health Organization, apontam que índices acima de 5% já indicam transmissão não controlada, cenário ainda considerado preocupante em Dourados.
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