Mato Grosso do Sul pode registrar 930 novos casos de câncer de mama entre mulheres em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em Campo Grande, a previsão é de 390 diagnósticos ao longo do ano.
Os números ganham destaque durante a campanha Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença.
Além das ações de conscientização, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acompanha a execução das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e o funcionamento dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A atuação inclui a fiscalização do acesso a consultas, exames, diagnósticos e tratamentos, além da apuração de eventuais falhas na prestação desses serviços.
O MPMS também mantém articulação com gestores públicos e pode adotar medidas extrajudiciais ou judiciais quando identifica problemas capazes de comprometer a assistência às pacientes.
Segundo a procuradora-geral adjunta de Justiça Institucional e coordenadora do Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes), Daniela Cristina Guiotti, o Outubro Rosa também chama atenção para o direito das mulheres à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
Ela destacou que a atuação do Ministério Público busca garantir a efetividade das políticas públicas e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
Diagnóstico precoce aumenta chances de tratamento
A identificação do câncer de mama em estágios iniciais aumenta as possibilidades de sucesso no tratamento. Por isso, uma das principais mensagens da campanha é a importância do acompanhamento médico e da realização dos exames indicados para cada faixa etária e perfil de risco.
A orientação também é procurar atendimento de saúde diante do surgimento de alterações ou sinais suspeitos nas mamas.
Outubro Rosa
Criado para ampliar a discussão sobre o câncer de mama, o Outubro Rosa reúne instituições públicas, profissionais de saúde, entidades e a sociedade em ações de informação e prevenção.
Ao longo dos anos, a mobilização também passou a incorporar debates sobre acesso aos serviços de saúde, acolhimento das pacientes e fortalecimento das políticas públicas destinadas às mulheres.
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