A covid-19 ainda circula em Mato Grosso do Sul, embora a preocupação com a doença tenha diminuído. Segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quinta-feira (20), o Estado registrou 10 mortes por covid-19 em 2026.
A vacinação continua indicada principalmente para idosos, gestantes, crianças e pessoas com imunidade comprometida. Quem nunca recebeu nenhuma dose também pode procurar uma unidade de saúde para iniciar a imunização, mesmo que não tenha se vacinado durante a pandemia.
Pessoas que não fazem parte dos grupos indicados e já receberam uma ou mais doses não precisam tomar novos reforços. Quem recebeu uma dose adicional durante a pandemia também não precisa se preocupar, pois a aplicação extra não causa prejuízos à saúde.
A mudança na indicação de algumas vacinas foi definida pelo Ministério da Saúde e vale para todo o país. Segundo a gerente de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a redução dos públicos ocorre por causa da quantidade disponível de doses ou do cenário epidemiológico atual. "Não é porque traz malefício", explica.
Veja quem ainda deve tomar a vacina
Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem seguir o calendário infantil para completar o esquema primário. Idosos com mais de 60 anos devem receber uma dose a cada seis meses. Pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas têm direito a uma dose única para iniciar o esquema.
Entre os grupos prioritários estão pessoas imunocomprometidas, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas em situação de rua, detentos, funcionários do sistema prisional e moradores de instituições de longa permanência. A quantidade de doses varia conforme cada grupo e avaliação médica.
Atualmente, o Ministério da Saúde disponibiliza as vacinas Spikevax, da Moderna, Comirnaty, da Pfizer, e Zalika, da Serum, com indicação específica conforme o público. A reportagem consultou dados de vacinação, mas teve acesso apenas aos números gerais de Mato Grosso do Sul. A SES informou que possui os mesmos dados do Ministério da Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande foi procurada sobre a cobertura vacinal, mas não respondeu até a publicação.
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