Campo Grande já registrou 238 notificações de dengue desde o início de 2026, segundo dados do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Apesar dos registros, não há casos graves nem mortes suspeitas pela doença na Capital até o momento.
Cinco bairros da cidade apresentam risco muito alto para transmissão da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti: Chácara dos Poderes, Itanhangá, Veraneio, Centenário e Santo Antônio, com incidência acima da média municipal.
Segundo os dados da vigilância em saúde, 12 pacientes foram atendidos por dengue na atenção básica, enquanto 120 procuraram atendimento nas UPAs e CRSs da Capital.
A incidência da doença em Campo Grande está em 26,51 casos, índice considerado monitorado pelas autoridades de saúde.
Cenário no Estado
Apesar da situação controlada na Capital, Mato Grosso do Sul lidera os dados nacionais de incidência de chikungunya em 2026. No entanto, Campo Grande ainda não registrou nenhum caso da doença neste ano.
Já em Dourados, a prefeitura confirmou surto de chikungunya em aldeias indígenas. O Ministério da Saúde do Brasil registra uma morte pela doença na cidade e investiga outro óbito em Aquidauana.
Combate ao mosquito
As ações de combate ao mosquito continuam intensificadas na Capital. Conforme o Cievs, 61,88 litros de inseticida já foram utilizados nas ações de controle neste ano.
Além disso, agentes de endemias visitaram cerca de 29 mil residências, identificando 819 focos do mosquito durante as inspeções.
A orientação das autoridades é que a população continue colaborando, eliminando recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses.
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