Campo Grande 00:00:00 Sábado, 09 de Maio de 2026


Saúde e Bem Estar Sábado, 09 de Maio de 2026, 08:23 - A | A

Sábado, 09 de Maio de 2026, 08h:23 - A | A

9º vítima

Bebê indígena de 48 dias é a nona vítima da Chikungunya em Dourados 

Epidemia nas aldeias Bororó e Jaguapiru já soma mais de 2 mil casos confirmados da doença

João Gabriel Vilalba
Capital News

Um bebê indígena de apenas 48 dias de vida se tornou a nona vítima fatal da Chikungunya entre moradores das aldeias de Dourados. Os casos da doença estão concentrados principalmente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde a epidemia já contabiliza 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis e 2.088 confirmações.

A criança morava na Aldeia Bororó e estava internada no Hospital Universitário da UFGD desde o dia 3 de maio, quando foi encaminhada por equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados.

As mortes registradas anteriormente envolvem indígenas de diferentes faixas etárias, incluindo idosos e outros dois bebês. A primeira vítima foi um homem de 69 anos, que morreu em 25 de fevereiro. Também foram confirmados os óbitos de indígenas de 73, 60, 77, 55 e 29 anos, além de crianças de apenas 3 meses e 1 mês de vida.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (8), Dourados possui atualmente 35 pacientes internados com Chikungunya. Destes, 19 estão no Hospital Universitário da UFGD, sete no Hospital Regional e os demais distribuídos entre outras unidades hospitalares da cidade.

Em números gerais, o município acumula 8.149 notificações da doença, sendo 5.350 casos prováveis, 3.340 confirmados, 2.799 descartados e 2.010 em investigação.

A taxa de positividade dos exames segue em níveis considerados extremamente altos, variando entre 54% e 61% nos últimos 15 dias, indicando intensa circulação viral no município. Organizações internacionais consideram preocupantes índices acima de 5%, reforçando o cenário epidêmico enfrentado por Dourados.

Além dos 10 óbitos já confirmados no município, outras três mortes seguem em investigação, incluindo uma criança indígena de 12 anos, um idoso de 84 anos e um homem de 50 anos.

O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, voltou a alertar sobre a gravidade da situação e pediu maior participação da população no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS