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Cotidiano Quinta-feira, 19 de Abril de 2018, 10:46 - A | A

Quinta-feira, 19 de Abril de 2018, 10h:46 - A | A

BACIA DO GUARIROBA

Restauração da Bacia do Guariroba apresenta resultados positivos

Programa Manancial Vivo já pagou mais de R$ 1 milhão por serviços ambientais aos 54 produtores participantes

Esthéfanie Vila Maior
Capital News

PMCG

Restauração da Bacia do Guariroba apresenta resultados positivos

Bacia do Guariroba possui mais de 36 mil hectares de terra, com 64 propriedades rurais

Os resultados da restauração ecológica na Bacia do Guariroba, que beneficiam mais de 300 mil pessoas direta e indiretamente, são apresentados nesta quinta-feira (19). Prefeitura Municipal de Campo Grande, Banco do Brasil, WWF-Brasil, Agência Nacional de Águas e parceiros se reúnem para tratar as ações Programa Manancial Vivo (PMV).

 

Responsável por cerca de metade do abastecimento da Capital, a Bacia do Guariroba possui mais de 36 mil hectares de terra, com 64 propriedades rurais. A principal atividade econômica da região é a pecuária de corte extensiva em pastagens exóticas, com avanço da atividade de silvicultura. Devido a atividade desenvolvida e histórica falta de orientação quanto às práticas conservacionistas ambientais, a bacia possuía extensas áreas de degradação, com severo processo de assoreamento do córrego e reservatório.

 

Programa Manancial Vivo

O Programa Manancial Vivo, desenvolvido pela Prefeitura de Campo Grande completa 8 anos. Neste período, já pagou mais de R$ 1 milhão por serviços ambientais aos 54 produtores participantes. Coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), o projeto visa identificar, caracterizar e propor ações necessárias através da elaboração de projetos que visam a recuperação e conservação dos recursos hídricos.

 

O Programa incentiva os produtores para a recuperação da bacia em áreas de preservação, como Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal. Além disso, promova a conservação de áreas produtivas, com adoção de práticas de conservação de água e solo. Os produtores são contemplados com Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) ao adotarem as medidas recomendadas. Somente em 2017, foram pagos mais de R$ 655,8 mil.

 

Resultados iniciais

  • 107 hectares restaurados.
  • 461,9 hectares com boas práticas implementadas.
  • 692 hectares com terraceamento realizado.
  • 079 hectares de fragmentos conservados.
  • 89 mil mudas plantadas.
  • 23 pecuaristas utilizando práticas sustentáveis de produção.
  • 15 produtores recebendo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), sendo cinco produtores recebendo desde 2013.
  • 1 Unidade Demonstrativa de recuperação de pastagem em solos arenosos.
  • 1 Unidade Demonstrativa de modelo produtivo de integração lavoura-pecuária-floresta.
  • 1 produtor adotando o sistema Voisin de manejo de pastagem.
  • 8 grupos desenvolvendo estudos na área, incluindo o monitoramento hidrossedimentológico da microbacia.
  • 484 pessoas envolvidas nas atividades do Água Brasil, entre estas 65 instituições.
  • 358 hectares com corpos hídricos isolados através de cercamento.
  • 9,2km de estrada recuperada.

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