Com o objetivo de estimular a sociedade a desempenhar atividades sociais o grupo de capoeira Ilê Camaleão, inicia hoje o projeto Galera Sangue Bom. Capoeiristas, músicos e artistas estão no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado (Hemosul) para doar sangue. O esperado é de que 100 pessoas compareçam ao local para doar.
“Estamos fazendo uma grande corrente para cada aluno, ou pessoa envolvida no projeto levar alguém para doar sangue, desta forma pretendemos mobilizar a maior quantidade de pessoas possível para fazer o bem ao próximo”, diz o mestre.

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Foto: Deurico/Capital News
A banda de Campo Grande, Curimba, esteve presente e participou da campanha. “Estamos sempre juntos em causas nobres como esta. Nos aliamos para ajudar a divulgar a importância da doação de sangue”, diz Renan, violinista da banda e também capoeirista que compareceu com o irmão Adrian para praticar o ato de solidariedade.

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Foto: Deurico/Capital News
Lucinéia Maria Fernandes, técnica do Hemosul fala da falta dos tipos sanguíneos negativos e alerta a população para que doem. “O ideal seria ter pelo menos 10 bolsas de cada tipo negativo em caso de emergência, porém, nenhuma das tipagens atinge esse número”, explica Lucinéia.
A época do ano também é um dos fatores que contribuem para a queda nas doações. “Esse friozinho inibe as pessoas a virem doar e o ritmo é mais lento mesmo no inverno, por isso tivemos uma queda significativa nos últimos meses dos fatores negativos”, destaca.

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Para o presidente do SinMed-MS, Marco Leite, ações como esta desempenhada pelo grupo Ilê Camaleão são extremamente válidas e devem servir de exemplo para todas as pessoas. “O sindicato dos médicos sempre desenvolveu suas atividades pensando no bem estar da população e apoiar outros segmentos da sociedade que praticam trabalhos sociais também significa zelar pela saúde das pessoas”, declara o presidente.
Urgente
Maria de Fátima Neves Furtado aguarda seis doadores de sangue para poder ser submetida à terceira cirurgia cardíaca na Santa Casa de Campo Grande. A família pede que as pessoas doem, pois o estoque do maior hospital de Mato Grosso do Sul está crítico e abaixo da média.
A aposentada nasceu com um distúrbio na válvula mitral e há dez anos fez a última operação para instalar uma válvula, que controla o fluxo de sangue e agora precisa trocar, pois segundo diagnóstico médico o sistema atingiu vida útil e pode secar comprometendo o batimento do coração.
A cirurgia cardíaca é o procedimento que mais utiliza bolsas de sangue. Na cirurgia adulta são usadas 18 bolsas e seis na infantil, com 400 mililitros cada. A família de Maria Aparecida é de Sidrolandia, 71 quilometros de Campo Grande. Maria está internada desde a última quinta-feira e deve ser operada amanhã. A irmã de Maria foi proibida de doar sangue, por pesar 48 quilos.
Doador
Homens podem doar sangue até quatro vezes ao ano e mulheres até três vezes. A cada doação é necessário um intervalo, sendo dois meses para pessoas do sexo masculino e três para o feminino.
Atualmente são registrados no cadastro de doadores de sangue do Hemosul cerca de 132 mil voluntários. Para ser doador é necessário ter entre 18 e 65 anos de idade. Outras exigências são: estar bem de saúde; ter se alimentado e não ter consumido algum tipo de bebida alcoólica nas últimas 12 horas. É indispensável estar munido de um documento com foto (carteira de identidade, de trabalho ou habilitação) no ato da doação.
Antes da coleta de sangue as pessoas têm de responder um questionário de saúde. O sangue coletado passa por exames preliminares.

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Foto: Deurico/Capital News
Banco de Sangue da Santa Casa
No setor de emergência do Pronto Socorro da Santa Casa, onde chegam em média quase 200 pessoas diariamente, só tem três bolsas de sangue do tipo O negativo, a mesma solicitada pelo Hospital.
O Banco de Sangue não tem nenhuma bolsa de B e AB negativos, têm quatro do tipo A negativo, 66 de A positivo, quatro de AB positivo, cinco de B positivo e 200 de O positivo. Segundo o setor, estão sendo registrados diariamente em média 40 doadores, chega a 900 por mês, quando seriam necessárias 1,2 mil doações.
O sangue do tipo O negativo, por se tratar de doação universal é o mais urgente e escasso na população. Ele é utilizado para atender vítimas de esfaqueamento e acidentes de trânsito, que não podem esperar pela triagem para constatar o tipo sanguíneo.
O Banco de Sangue da Santa Casa funciona de segunda a sexta-feira, das 07h às 11h e das 12h às 17h. Está localizado na rua Eduardo Santos Pereira, 88, esquina com a rua 13 de Maio. É importante destinar a doação para a paciente.

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Foto: Deurico/Capital News
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