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Cotidiano Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014, 10:56 - A | A

Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014, 10h:56 - A | A

Produtores estão pessimistas sobre reunião entre Governo e representante do Ministro da Justiça

Samira Ayub e Aline Machado - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Marcada para acontecer na manhã desta quinta-feira (27), no gabinete do governador André Puccinelli (PMDB), a reunião com Marcelo Veiga, representante do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não deixou os produtores otimistas para a solução do conflito de terras no Estado. A reunião que será entre o chefe do Executivo, o representante do Ministério da Justiça, representantes da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), produtores rurais e lideranças indígenas será para reavaliar o laudo de avaliação das benfeitorias das fazendas da região Buriti.

Ontem, Puccinelli afirmou que o Governo iria rever o valor que fora estipulado pelo Insitituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional do Índio (Funai). O governador sinalizou que o Ministério da Justiça reconheceu que os estudos contém equívocos quanto ao valor das indenizações fixando em R$ 150 milhões para ser divididos entre as 31 fazendas ocupadas.

O proprietário da fazenda Cambará, ocupada no ano passado, Vanthi Vani Filho, e que está na Governadoria, disse que os produtores não estão otimistas. “Abriram a proposta no dia 5 de agosto, tivemos um relatório cheio de distorções”, afirmou Vani Filho.

Para ele, o valor proposto de R$ 150 milhões para as 31 propriedades é baixo. “Se for analisar as condições da Sidrolândia, não comporta com o valor real da região, as terras foram subavaliadas e tem um fundo de má fé”, disse o produtor. “Estamos querendo passar a limpo as escrituras. A terra é nossa, ganhamos na Justiça, não são dos indígenas”, observou.

Segundo Vanthi Vani Filho, o valor justo seria acima de R$ 150 milhões. “Menos que isso não vai resolver, queremos o valor do mercado”, pontuou.

Já o proprietário da fazenda Buriti, Flávio Bacha, não quis comentar sobre o assunto. Comedido, ele apenas afirmou que a estimativa foi feita superficialmente. “Nossa expectativa é que o Ministro da Justiça nos traga o dinheiro e resolva os problemas”, disse Bacha. Para ele, o valor dos estudos acabaria com os conflitos na região do Buriti.

A reunião estava prevista para as 10h, mas, o representante do Ministério, Marcelo Veiga, ainda não chegou à Capital.
 

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