O Mercadão Municipal, assim como a Praça do Indígena, receberam a visita do Prefeito Gilmar Olarte com promessas de revitalização do local. A proposta pretende unir os dois, fechando a Rua 7 de Setembro no trecho entre a Anhanduí e a rua TV José Bachman.
Na manhã desta quinta-feira (22) a equipe do Capital News visitou o Mercado Central de Campo Grande, para saber como estão indo as obras prometidas pelo prefeito no último sábado (17), e também para saber a opinião dos comerciantes e visitantes sobre o assunto.
Conforme comentamos na matéria publicada no dia 22, a reforma ainda não começou, e não obtivemos respostas sobre o porquê.
Aproveitando a visita, nossa equipe decidiu fazer um “FALA POVO”, para saber o que público está achando dessas novas mudanças. Dentre as diversas opiniões, a da Presidente da Feira Indígena, Vanda Albuquerque, de 48 anos, pode ser destacada como reflexo da urgência de uma organização adequada no local. As demais, claro, servem para reforçar e contextualizar o problema:
“Claro que nós concordamos com o projeto. Nós estamos brigando por isso faz tempo. Com a cerca nós ficaremos mais protegidos, longe dos viciados que passam o dia todo aqui, e dormem também. De manhã, quando nós chegamos, eles estão jogados ai. È muito perigoso, principalmente para as mulheres”.
Foto: Deurico/Capital News
“Nós que trabalhamos aqui, como vendedores, não estávamos sabendo, provavelmente os proprietários sabem, mas nós ainda não. Mas agora, sabendo do que se trata, eu acho que a ideia é boa, fechando a 7 o trânsito vai fluir melhor. Nessa rua também passam coletivos e ônibus turísticos, além do ponto de moto entregadores. É um caos”.

Franscisco Manoel, 26, vendedor
Foto: Deurico/Capital News
“Nossas expectativas com isso são as melhores possíveis. Fechando a rua e cercando toda a praça dos Indígenas a segurança vai aumentar, tanto para nós, como para o público, e com isso as vendas devem aumentar também.”

Jair Oshiro, 47. Proprietário de uma pastelaria e trabalha a 10 anos no local
Foto: Deurico/Capital News
“Foi marcada uma reunião para discutir sobre o assunto entre os comerciantes, e depois os representantes se reuniram com o prefeito. Há muito tempo nós esperamos por isso. Na hora do ruche ninguém anda na 15 e na 7. Sem contar as cerca de 60 novas vagas de estacionamento”.

Manuel Bento, 62. Comerciante há 48 anos no Mercadão
Foto: Deurico/Capital News
“Eu entrego aqui há mais de 12 anos e conheço bem esse trânsito. Para descer a 15 dá um trabalho, e a cada dia que passa piora ainda mais. Tomara que melhore”.

Manuel Bento, 62. Comerciante há 48 anos no Mercadão
Foto: Deurico/Capital News
“Nem me fala dessa 15! Não tem como entrar aqui gente. Eu acho que vai melhorar muito”.

Raimunda Mazeiro, 60, cliente assídua
Foto: Deurico/Capital News
O Mercadão Municipal atende cerca de 5 mil pessoas por dia . Nos sábados, segundo o assessor administrativo, Daniel Amaral, já foram contabilizados até 2.650 carros, passando pelo local ao longo do dia, isso levando em conta que o local possui apenas 125 vagas.
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