A população lotou o Centro de Convenções Albano Franco, neste sábado (14), primeiro “Dia D”, de mobilização da Caravana da Saúde. O governador Reinado Azambuja visitou os estandes e acompanhou os atendimentos. Muitas pessoas elogiaram o projeto, afirmando que sem a iniciativa, demorariam meses entre consulta com médicos da rede pública, passar pelo especialista e conseguir um diagnóstico do problema de saúde.
Somente neste sábado, a expectativa é de pelo menos 2 mil consultas em diversas especialidades médicas, 1,5 mil consultas oftalmológicas e 600 cirurgias. Azambuja afirmou que quando a Caravana da Saúde começou há um ano, “Havia 17.600 pessoas na fila da cirurgia. Que se acumulava ano a ano. Já foram realizadas 29 mil cirurgias e nessa etapa [de Campo Grande e região] serão realizadas mais 17 mil cirurgias”.
O governador ainda rebateu críticas sobre forma que é feita a Caravana da Saúde. “Algumas pessoas criticaram, que não é o modele de saúde. Então qual é o modelo? Deixar as pessoas esperando?”, questionou Azambuja.
Ainda durante o pronunciamento, o governador lembrou que a Assembleia Legislativa está devolvendo R$ 2 milhões mensais do duodécimo, dinheiro que é usado na Caravana da Saúde.
Para o secretário estadual de Saúde Nelson Tavares, o primeiro dia de mobilização superou as expectativas. “Deu tudo certo. Esperávamos 15 mil pessoas e já passaram 20 mil pessoas. Foram atendidas 3000 pessoas por hora em cada guichê. Muita gente não vem porque não acredita, mas agora vai ouvir falar e com certeza virá nos próximos dias”.
Fim da espera
A dona de casa Edna Regina da Silva Souza, 51 anos, esperava o atendimento para a reumatologia. Edna conta que já possuía o encaminhamento desde setembro, mas que até agora não havia conseguido passar pelo especialista.
“Não tinha vaga e preciso muito. Estava pagando consulta médica, remédio, mas não tenho condições. Eu não posso esperar. Se fico dois dias sem remédio eu passo mal”, conta.
De Bela Vista, Augustinho Fretes, 76 anos, esperava para passar pelo neurologista. O filho, Julio Fretes, 50 anos, diz que o pai mora no interior e por isso, tem dificuldade para conseguir passar pelos especialistas na cidade de origem.
O idoso passou pelo ortopedista e foi feito o encaminhamento para o neurologista. “Agora vamos ter um diagnóstico e ver se o médico vai solicitar exames. O problema da saúde pública é a regulação. Tem que agendar e alguns exames demoram mais de dois anos”.
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