“Caso se constate que sim, a OAB recomenda que cada Seccional também solicite a instauração de CPIs localizadas para apurar condutas e os responsáveis pelo uso desvirtuado dos recursos públicos”, anunciou Britto. O presidente nacional da OAB defendeu ontem que o Parlamento instaure uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos de autoridades e de assessores da União por meio de cartões corporativos.
Na opinião de Cezar Britto, é fundamental que também se apure nos Estados brasileiros se está havendo uso particular dos recursos dos cartões corporativos, “que proliferaram de forma exagerada por todos os cantos e recantos do Brasil”. Nos ofícios que serão encaminhados aos dirigentes das 27 Seccionais da OAB nos Estados brasileiros, Britto pedirá urgência na apuração para que o resultado dos dados possa ser avaliado na próxima sessão plenária da OAB – que será realizada nos dias 18 e 19 de fevereiro.
Em sua manifestação sobre a possibilidade de instauração de uma CPI para levantar a utilização dos recursos dos cartões corporativos à disposição do Executivo, o presidente nacional da OAB afirmou que tal investigação só fará bem à democracia brasileira. “O parlamentar pode e deve propor medidas rígidas para impedir que o uso dos cartões corporativos se transforme em forma aberta de burlar a transparência dos gastos públicos ou para vetar o uso de sua absurda destinação privada”.
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