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Cotidiano Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008, 07:10 - A | A

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008, 07h:10 - A | A

O consumo de energia no Brasil cresce 5,5% em outubro, aponta EPE

Da Redação (JG)

O consumo de energia elétrica atendida pela rede do sistema elétrico nacional foi , em outubro, de 34.022 gigawatts/hora (GWh), um crescimento de 5,5% sobre o mesmo mês do ano passado. A demanda acumulada de janeiro a outubro cresceu 4,4% e nos últimos doze meses expandiu 4,7%, puxado pelas classes residencial e comercial.Para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pela Resenha mensal do mercado de energia elétrica, o comportamento do setor “ainda não evidencia impacto da crise financeira internacional, uma vez que o consumo de baixa tensão (residência e comércio) vem compensando até agora a menor demanda do setor industrial”.

A avaliação do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a demanda por energia ainda não reflete a situação econômica mundial. “O que ficou claro é que do ponto de vista do crescimento global ainda não dá para sentir os efeitos da crise, porque apesar da taxa de crescimento do setor industrial ter reduzido, a do setor comercial e residencial vem compensando esta queda”.O crescimenro do consumo residencial está associado a dois fatores principais: nas regiões Norte e Nordeste, ao aumento do número de ligações; e na região Sudeste, ao maior período de faturamento.

Os números da EPE indicam que entre novembro de 2007 e outubro deste ano foram incorporados à rede cerca de 2 milhões de novos consumidores, principalmente no Norte e Nordeste, onde foram ligadas mais de 770 mil novas residenciais.

A classe comercial voltou a liderar o crescimento mensal do consumo de energia elétrica. Segundo o levantamento da EPE, além do efeito calendário, que significou um período de faturamento maior em relação a outubro do ano anterior (a exemplo do que aconteceu na classe residencial) houve expansão observada nas regiões Norte e Nordeste – onde os aumentos foram significativos e variaram dos 5,2% de Alagoas aos 22% de Sergipe.

Em contrapartida, em outubro, o crescimento do consumo de energia elétrica das indústrias na série dessazonalizadas (crescimento acumulado em 12 meses findo em outubro) foi o menor desde abril de 2007.

“É cedo ainda para uma conclusão definitiva, mas é sintomático que tal mudança tenha ocorrido a partir da desaceleração do cenário econômico internacional”, afirma o relatório da EPE.

Ao se referir em particular à contração do consumo industrial no Nordeste, a EPE atribuiu a queda a paralisações de indústrias de grande porte dos segmentos químico e metalúrgico. (Agência Brasil)

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