A negociação salarial entre a Santa Casa e os profissionais de enfermagem está marcada por um impasse e a categoria pode iniciar 'operação tartaruga' a partir da semana que vem. Os profissionais devem votar em assembleia o início dessa paralisação das atividades de 3 em 3 horas.
Segundo o presidente do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, desde março os profissionais tentam negociação com o hospital que, em julho, ofereceu índice de reajuste salarial inferior à inflação.
Nos dias 27, 28 e 29 a categoria realizará assembleias no andar térreo da Santa Casa, nos períodos matutino, vespertino e noturno para discutir sobre uma paralisação gradativa das atividades.
Reivindicações
Na pauta de reivindicação dos trabalhadores está: índice de 12,68% de reajuste; adicional de exclusividade de 20% sobre o salário base dos profissionais; abono assiduidade de R$ 184,73; salário de R$ 1.778,86 para os técnicos em enfermagem nível 2 que tenham a graduação em enfermagem; e renovação do instrumento normativo anterior.
“Apesar de nossa database ser maio, enviamos a primeira proposta dos profissionais em março com o objetivo de antecipar as negociações, mas a primeira contraproposta da Santa Casa só aconteceu em junho e foi rejeitada em assembleia, porque ofereceram um reajuste de 8,34% que cobre apenas o índice do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e ainda dividido em duas parcelas - sendo 4% sobre a database de 2014 e 4,34% sobre o salário base de 2014. Em julho, a categoria rejeitou outra proposta do hospital que previa reajuste de apenas 6%, desta vez retroativo ao mês de maio, mas com valor inferior à inflação”, explica o presidente.
Sem Avanços - Segundo Lázaro, a administração da Santa Casa está sendo impositiva. “ O sindicato não mede esforços na expectativa de avançar nas negociações, mas não tem como avançarmos com a postura impositiva do hospital, que apresenta percentual de reajuste inferior ao que é previsto pela lei, ou seja, abaixo da inflação. Na tentativa de chegar a um consenso, a categoria apresentou a possibilidade de reajuste de 11%, retroativo a maio, mas até o momento não obtivemos respostas da junta administrativa”, destaca.
O Hospital alega dificuldades por causa da crise, principalmente pela falta de garantias para poder cumprir com um aumento, também pela falta de contrato da prestação de serviços com o município de Campo Grande.
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