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Cotidiano Terça-feira, 21 de Junho de 2016, 14:54 - A | A

Terça-feira, 21 de Junho de 2016, 14h:54 - A | A

Geração de empregos

MS pode gerar 20 mil novos empregos com reabertura de frigoríficos no estado

O estado é o maior de rebanho de corte do País, com mais de 20 milhões de cabeças de gado

Patrick Alif
Capital News

Divulgação

frigorificos

Mato Grosso do Sul pode gerar 20 mil empregos com reabertura de frigoríficos

Cerca de 20 mil empregos poderão ser gerados no estado se 10 frigoríficos que estão fechados ou com produção reduzida, reabrirem e aumentarem sua produção. A estimativa é de Rinaldo Salomão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e região (STIAACG).

De acordo com Rinaldo, essa possibilidade existe por conta da medida da União Européia (EU) que decidiu, ampliar para todo o Estado, a partir de 1º de julho, a área autorizada para exportar carne bovina ‘in natura’ para os países do bloco econômico. “Não temos dúvida de que essa nova condição comercial vai permitir o retorno de centenas de profissionais da indústria frigorífica ao mercado de trabalho. Calculamos que o número pode girar em torno de 20 mil”, afirma.

Para isso, o sindicalista pede um empenho maior dos governos com os empresários, para que a reabertura e o fortalecimento dessas unidades de abates e exportação sejam readequadas para atender o mercado externo.

O sindicalista lembrou ainda que o estado é o maior produtor de rebanho de corte do País, com mais de 20 milhões de cabeças de gado. Entretanto, a indústria não tem correspondido com esses números. “Estamos exportando muito pouco. Precisamos não apenas recuperar os números de exportação de antes, bem como aumentarmos ainda mais para gerar emprego e renda para o Estado, aquecendo a economia da região”, afirmou.

O presidente do STIAACG afirmou também que o governo brasileiro, que subsidia a imunização de gado paraguaio na região de fronteira com o Brasil, deveria ter uma contrapartida na aquisição de animais do país vizinho para abate e comercialização pelo Brasil. “Deveria se estudar uma forma de facilitar a compra de gado em pé para abate no Brasil e não deixarmos que o abate ocorra lá e entre no nosso país como mercadoria de exportação”, criticou.

A ampliação realizada pela União Européia levou em consideração o cumprimento de compromissos assumidos em 2015 pelo governo de Mato Grosso do Sul com o Mapa e pela parceria com os produtores.

A área autorizada pela UE compreende os municípios de Corumbá e Ladário, bem como a região localizada a 15 quilômetros das fronteiras externas nos municípios de Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo.

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