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Cotidiano Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013, 17:31 - A | A

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013, 17h:31 - A | A

MPF recomenda fim de trotes universitários em MS

Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

As dez maiores instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul receberam recomendações do Ministério Público Federal no Estado (MPF/MS) para que tomem providências contra o trote estudantil, realizado dentro e foram das universidades. A medida visa prevenir atitudes violentas, humilhantes e constrangedoras contra os novos acadêmicos.

Com a retomada das aulas, pela maioria das universidades, no início de fevereiro, o MPF pede para que as atividades de recepção aos novos acadêmicos, realizadas pelos antigos alunos, não contenham qualquer ação interpretada como violenta, humilhante ou constrangedora.

Segundo a assessoria do MPF/MS, as universidades devem promover medidas de segurança para impedir a prática de atividades violentas, humilhantes e vexatórias. Quando necessário, devem realizar a punição disciplinar das pessoas envolvidas em práticas agressivas, ocorridas tanto no interior das universidades como fora delas.

A recomendação foi encaminhada para o Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande, antiga Unaes; Universidade Católica Dom Bosco (UCDB); Faculdade Campo Grande (FCG); Faculdade Mato Grosso do Sul (Facsul), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Anhanguera/Uniderp; Estácio de Sá; Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran); Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (Uems); e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

O texto orienta que as universidades desenvolvam de forma permanente, campanhas de orientação sobre o trote estudantil aos estudantes. Caso não sejam adotadas as medidas recomendadas, o MPF poderá ajuizar ações contra os administradores das universidades.

Casos

Uma estudante caloura, do curso de nutrição da Universidade Anhanguera/Uniderp, foi obrigada a participar do trote e, segundo Boletim de Ocorrência, a jovem entrou em coma após ingerir grande quantidade de bebidas alcoólicas.

No boletim consta a informação de que a menina teve os sapatos e a bolsa retirados e retidos por um grupo de estudantes, como forma de forçá-la a participar do trote. Juntamente a outras garotas a estudante foi levada na caçamba de uma camionete por acadêmicos do curso de agronomia, até uma chácara nos fundos da Universidade, onde foi forçada a ingerir grande quantidade de bebida até entrar em coma alcoólico.

Um estudante contatou o pai da jovem pelo celular da própria vítima. Ao chegar à universidade, o homem viu a filha jogada no chão, completamente embriagada. Ele tentou buscar ajuda com um professor ou funcionário, mas não conseguiu. Sem auxílio por parte da universidade, o pai levou a menor até a Santa Casa de Campo Grande, onde ela recebeu tratamento médico e foi liberada após 4 horas.

Mesmo com o Boletim de Ocorrência registrado, a Anhanguera/Uniderp, em resposta ao MPF, afirmou que não houve qualquer ato ou prática abusiva contra seus alunos. Segundo informações da coordenadora do curso de nutrição, os calouros tiveram aulas normalmente até às 11h de 22 de fevereiro de 2011. Mas o fato questionado à universidade ocorreu no dia 14 de fevereiro do mesmo ano.

Outro caso, ocorrido em 2012, ganhou espaço nos veículos de comunicação. Um estudante da UCDB teria sido obrigado por outros alunos a ingerir gasolina durante um trote realizado próximo à universidade

A universidade, em resposta ao ofício do MPF, que pedia informações sobre o caso, afirmou que não recebeu denúncia de nenhum acadêmico, e que não instaurou investigação sobre o ocorrido. A UCDB ainda garantiu ser contrária a prática do trote universitário.

Denúncia: o estudante que se sentir agredido pela prática do trote pode denunciar o caso ao Ministério Público Federal, pessoalmente ou através do site www.prms.mpf.gov.br. O anonimato é garantido.
 

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NELIA MARINHO DE SOUZA 25/02/2013

Trote um meio de humilhação e violência cometido por pessoas que deveriam ter o mínimo de educação e respeito. Um rapaz que se diz homem, futuro medico chamar uma senhora mãe de um filho de 4 anos VAGABUNDA, PROTISTUTA etc. e não satisfeito onde a encontra começa as humilhações chama isto de trote solidário?

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1 comentários


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