Deurico/Capital News
Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deve ter seu nome retirado das investigações
Neste final de semana, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que arquive a denúncia contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no caso de suposto envolvimento em esquema de pagamento de propina à Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) para a concessão de incentivos fiscais. O caso havia sido denunciado pelo empresário José Alberto Miri Berger, que há poucos dias, em novo depoimento, retirou a acusação contra Azambuja e afirmou ter sido vítima de um golpe aplicado pelo corretor de gado, José Ricardo Guitti, o Polaco.
De acordo com o pedido do MPF, e com base nos depoimentos de Berger (proprietário da empresa Braz Peli Comércio de Couros Ltda), não há indício de crimes que possam estar ligados a participação do governador Reinaldo Azambuja, uma vez que o próprio denunciante teria desconstruído sua denúncia.
Na denúncia original Berger afirmava que após perder autorização para compra de gado por parte da Sefaz, ele teria procurado o próprio governador para reclamar tal medida. Azambuja então, teria o encaminhado para tratar do assunto com o então chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, que pediu para que ele procurasse por Polaco. Em contato com Polaco, Berger recebeu a informação de que teria de pagar propina ao Governo do Estado para reaver sua licença, o que teria sido feito em duas parcelas, uma de R$ 500 mil e outra de R$ 30 mil. Na época da denúncia (em 4 de junho), Berger tinha “plena convicção” da participação do governador no esquema de propina, mas depois, percebeu que foi vítima de um golpe, aplicado por Polaco. O empresário teria se dado conta do golpe por perceber que mesmo depois do pagamento da propina, ainda sim, vinha sendo fiscalizado e autuado pela Sefaz.
Assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, o pedido de arquivamento aponta que “o cenário apresentado por José Alberto Miri Berger acabou sendo por ele próprio desconstruído, tornando sem justificativa a existência deste inquérito”. O documento será analisado pelo STJ e aguarda homologação.
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