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Cotidiano Segunda-feira, 01 de Outubro de 2018, 10:09 - A | A

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JUSTIÇA

MPF pede arquivamento de investigação contra Azambuja

Pedido foi fundamentado em novo depoimento de empresário que retirou acusações contra o governador

Leonardo Barbosa
Capital News

Deurico/Capital News

Aos 100 dias de governo, Reinaldo Azambuja destaca “Obra inacabada Zero” como meta para 2015

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deve ter seu nome retirado das investigações

Neste final de semana, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que arquive a denúncia contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no caso de suposto envolvimento em esquema de pagamento de propina à Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) para a concessão de incentivos fiscais. O caso havia sido denunciado pelo empresário José Alberto Miri Berger, que há poucos dias, em novo depoimento, retirou a acusação contra Azambuja e afirmou ter sido vítima de um golpe aplicado pelo corretor de gado, José Ricardo Guitti, o Polaco.

 

De acordo com o pedido do MPF, e com base nos depoimentos de Berger (proprietário da empresa Braz Peli Comércio de Couros Ltda), não há indício de crimes que possam estar ligados a participação do governador Reinaldo Azambuja, uma vez que o próprio denunciante teria desconstruído sua denúncia.

 

Na denúncia original Berger afirmava que após perder autorização para compra de gado por parte da Sefaz, ele teria procurado o próprio governador para reclamar tal medida. Azambuja então, teria o encaminhado para tratar do assunto com o então chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, que pediu para que ele procurasse por Polaco. Em contato com Polaco, Berger recebeu a informação de que teria de pagar propina ao Governo do Estado para reaver sua licença, o que teria sido feito em duas parcelas, uma de R$ 500 mil e outra de R$ 30 mil. Na época da denúncia (em 4 de junho), Berger tinha “plena convicção” da participação do governador no esquema de propina, mas depois, percebeu que foi vítima de um golpe, aplicado por Polaco. O empresário teria se dado conta do golpe por perceber que mesmo depois do pagamento da propina, ainda sim, vinha sendo fiscalizado e autuado pela Sefaz.

 

 

Assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, o pedido de arquivamento aponta que “o cenário apresentado por José Alberto Miri Berger acabou sendo por ele próprio desconstruído, tornando sem justificativa a existência deste inquérito”. O documento será analisado pelo STJ e aguarda homologação.

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