Em nota à imprensa, na tarde desta quinta-feira (12), O Ministério Público Federal afirma que, até o momento da publicação do comunicado, não recebeu qualquer intimação oficial sobre possível decisão liminar da Justiça Federal de Ponta Porã, que determina a retomada de lotes do Assentamento Itamarati. Segundo os órgãos de imprensa, o despejo das famílias estaria autorizado pelo órgão judicial e em vias de execução pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Confira a íntegra da nota:
O Ministério Público Federal em Ponta Porã esclarece que, até o lançamento dessa Nota à Imprensa, não foi intimado oficialmente sobre o teor de decisão liminar referente à Ação Civil Pública nº 0001454-66.2013.4.03.6005 - que solicita reanálise da situação individual de cada posseiro do Assentamento Itamarati a fim de evitar injustiça social.
A ação ajuizada não objetiva legitimar ocupações irregulares, como difundido em alguns órgãos de imprensa, mas identificar os casos excepcionais de trabalhadores que dependem exclusivamente da terra pra sobreviver e que se enquadram no perfil da Reforma Agrária, de modo a reconhecer situações que possam ser regularizadas com base em previsões legais.
A situação tem sido debatida junto ao Incra, à Justiça Federal e aos assentados desde agosto de 2012. Em audiência judicial, o Superintendente Regional do Incra, Celso Cestari, chegou a assumir o compromisso de realizar a reanálise para indicar as exceções passíveis de regularização.
A demanda judicial proposta pelo MPF tenho o intuito de evitar o aumento do caos social em Mato Grosso do Sul e o agravamento de anos de inércia do Incro em estancar o processo de transferências de lotes nos assentamentos rurais do estado, principalmente naqueles em que não havia infraestrutura básica e apoio técnico às famílias assentadas.
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