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Cotidiano Quarta-feira, 24 de Abril de 2013, 12:48 - A | A

Quarta-feira, 24 de Abril de 2013, 12h:48 - A | A

Ministro do Trabalho faz reunião em Campo Grande

Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Para participar de reunião com as centrais sindicais regionais (Força Sindical, CTB, CGTB, CSB e UGT), o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias (PDT), vem a Campo Grande na próxima terça-feira (30). No Estado, Manoel Dias vai discutir o déficit de mais de 200 fiscais do trabalho, o fim do Fator Previdenciário, que reduz em até 40% o valor das aposentadorias e a redução de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo informações da Força Sindical Regional de Mato Grosso do Sul, repassadas por meio da assessoria, a visita do ministro está confirmada. De acordo com o presidente da entidade, Idelmar da Mota Lima, a reunião acontecerá às 17h no auditório do Hotel Grand Park.

“Vamos aproveitar a oportunidade para cobrar do ministro um empenho maior do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, na fiscalização de todos os segmentos trabalhistas, principalmente o comércio e a indústria, que lideram no número de denúncias contra abusos cometidos pelas empresas, em detrimento dos direitos dos trabalhadores”, afirmou.

O secretário de relações sindicais da Força Sindical MS, Estevão Rocha, lembrou que há duas semanas, durante um congresso regional da central, o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul, Anizio Tiago, confirmou o problema da falta de fiscais para atuar no Estado.

Diante de dezenas de sindicalistas da Capital e interior, ele contou que a superintendência conta com apenas 42 fiscais para atender todo o Estado, quando, segundo ele, seriam necessários pelo menos 264 fiscais para atendimento dessa região.

Para o presidente regional da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Particular de Mato Grosso do Sul (Sintrae/MS), Ricardo Martinez Froes, a presença do ministro Manoel dias em Campo Grande será importante para o movimento sindical discutir assuntos e necessidades locais e reforçar bandeiras nacionais.

“A redução de jornada de 44 para 40 horas semanais é um desses assuntos que precisamos enfatizar para o ministro que é uma medida necessária para aumentarmos a oferta de trabalho e valorizar mais os profissionais”, afirmou Ricardo Froes.

Ele explicou que as empresas estão exigindo muitas horas extras de funcionários em todos os setores. São pessoas que já fazem, na sua maioria, oito horas diárias de trabalho e, com as horas extras, acabam ficando esgotadas fisicamente. Segundo Froes, isso pode provocar acidentes e outros problemas, de saúde inclusive, na classe trabalhadora.

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