A Força Tarefa do Ministério da Saúde que investiga as denúncias de desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento do câncer em Campo Grande analisou 250 prontuários. Entre as irregularidades encontradas pelos auditores está o desvio de R$ 151 mil do SUS, doses menores de medicamentos para pacientes e pagamento de tratamento para sete pacientes mortos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante entrevista ao Bom Dia Brasil, existem evidências de que a máfia do câncer ganhava dinheiro, inclusive na prescrição de medicamentos.
O relatório parcial da auditoria aponta que o Hospital do Câncer e a Santa Casa de Campo Grande dilatavam o tratamento para pacientes em estado terminal. Segundo a Força Tarefa, o tratamento dura, em média, um ano, mas nesses hospitais o tratamento chegou a ser realizado em mais de três anos.
A análise dos 250 prontuários apontou que houve sete casos de pagamentos de procedimentos a pacientes já falecidos, e que pacientes em tratamento receberam doses menores de medicamentos. As informações serão encaminhadas para a Polícia Federal.
Segundo os auditores, o desvio de R$ 151 mil pode ser maior, já que o próximo passo será analisar outros mil prontuários. As compras de medicamentos também serão analisadas para verificar como era feito o desvio desses recursos.
Alexandre Padilha recomendou que a compra de medicamentos seja aprovada por um funcionário público. “Se for necessários nós vamos fazer medidas judiciais. Vamos a fundo, até o fim, para recuperar esse recurso para saúde pública do país”, garantiu o ministro da Saúde.

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Foto: Marcelo Victor/Arquivo Capital News
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