O Programa de Conservação do Tatu-canastra alcançou um novo marco no Pantanal de Mato Grosso do Sul ao capturar e monitorar o 45º indivíduo da espécie na região. O registro foi feito durante uma expedição realizada entre os dias 16 e 28 de junho, na Fazenda Baía das Pedras, na Nhecolândia.
Com a nova captura, o projeto do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS) passa a acompanhar mais de 50 tatus-canastra em 16 anos de pesquisa. Além dos 45 animais monitorados no Pantanal, outros cinco vivem em áreas de Cerrado, nos municípios de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.
O novo tatu-canastra é um macho adulto de 1,54 metro de comprimento e 34 quilos. Segundo os pesquisadores, ele pode ajudar a esclarecer um dos aspectos menos conhecidos da espécie: o comportamento reprodutivo na natureza.
"Se a Amy tiver um filhote, poderemos utilizar análises genéticas para confirmar a paternidade. Isso permitirá responder perguntas fundamentais sobre a reprodução do tatu-canastra", afirmou o biólogo Gabriel Massocato, coordenador do programa no Pantanal.
Após a captura, o animal recebeu um colar com transmissor GPS, que permitirá acompanhar seus deslocamentos, identificar seu território e observar como os machos procuram parceiras durante o período reprodutivo. Outra fêmea monitorada pelo projeto também apresenta sinais de aproximação do ciclo reprodutivo.
Considerado vulnerável à extinção, o tatu-canastra desempenha papel essencial para a biodiversidade. Pesquisas apontam que suas tocas servem de abrigo para mais de 100 espécies de animais, tornando o Pantanal uma referência mundial nos estudos e na conservação da espécie.
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