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Meio Ambiente Segunda-feira, 06 de Outubro de 2025, 13:59 - A | A

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Tecnologia

Monitoramento ambiental avança para novos biomas e inclui o Pantanal

A iniciativa se apoia na instalação de torres com sensores e no uso de tecnologias espaciais para ampliar o alcance do monitoramento, mesmo em locais remotos e sem conectividade

Viviane Freitas
Capital News

O Pantanal e outras áreas críticas do Brasil devem entrar na rota de expansão dos sistemas de monitoramento ambiental, inicialmente implantados na Amazônia e no Cerrado. A proposta visa prevenir desastres naturais por meio da coleta contínua de dados em regiões estratégicas como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A iniciativa se apoia na instalação de torres com sensores e no uso de tecnologias espaciais para ampliar o alcance do monitoramento, mesmo em locais remotos e sem conectividade.

Um dos grandes desafios enfrentados no Pantanal é justamente a dificuldade de transmissão de dados em tempo real, devido à ausência de cobertura de internet e celular. A solução, segundo especialistas envolvidos no projeto, está na integração entre sensores terrestres e satélites. “Esse tipo de tecnologia precisa ser capaz de gerar sua própria energia, armazená-la e transmitir os dados via satélite. Mesmo sem conexão no solo, o sistema continua operando”, explicou um dos especialistas.

A professora que atua na área de gêmeos digitais, tecnologias que replicam ambientes reais em modelos virtuais para análises e predições, destacou como sensores e inteligência artificial ajudam a prever desastres. “Trabalhamos com monitoramento de barragens, estudando a vida útil dessas estruturas e o momento certo para intervenções. Isso também é possível em grandes cidades e biomas naturais, onde modelos virtuais orientam a tomada de decisões”, afirmou.

Além da prevenção a queimadas e enchentes, esse tipo de tecnologia possibilita entender o impacto da ação humana sobre o meio ambiente. “Não basta ter dados via satélite. É necessário coletar informações diretamente do solo, em diferentes níveis da torre, até mesmo abaixo da superfície. Assim conseguimos captar fenômenos em grande escala”, comentou outro especialista, responsável pela implementação das torres de sensoriamento ambiental.

A expansão do monitoramento deve beneficiar também o Cerrado sul-mato-grossense, região fortemente impactada pelo desmatamento e uso intensivo do solo. Com a coleta de dados em tempo real, será possível tomar decisões mais eficientes sobre conservação, mitigação de riscos e políticas públicas. “O objetivo é garantir dados confiáveis, protegidos e acessíveis, para que possam orientar ações sustentáveis, tanto no setor público quanto no privado”, concluiu a especialista em sistemas preditivos.

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