Corumbá registrou 43,2°C e entrou novamente em alerta para o risco de incêndios no Pantanal. A combinação de calor extremo, baixa umidade, vento e vegetação seca aumenta a possibilidade de propagação rápida das chamas.
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ mostram que Mato Grosso do Sul teve 184,8 mil hectares queimados entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período de 2025, foram 178,1 mil hectares, alta de quase 4%.
No dia do recorde de calor, a umidade relativa do ar chegou a 25% na zona rural de Corumbá, com rajadas de vento de até 35 km/h e sensação térmica próxima de 45°C. Na Fazenda São Francisco, no Pantanal do Paiaguás, a máxima chegou a 42,8°C.
Segundo o Corpo de Bombeiros, até o dia 17, o Pantanal concentrava as áreas mais atingidas pelo fogo em Mato Grosso do Sul. Desde 1º de agosto, o uso de queimadas controladas está suspenso no Estado, por decreto, até 31 de dezembro.
O superintendente de Proteção e Defesa Civil de Corumbá, capitão Silvanei Barbosa Coelho, destacou que o momento exige prevenção. "Quando esses fatores se combinam, qualquer atividade capaz de produzir chama, faísca ou calor pode representar um risco maior de início e propagação de incêndio. Por isso, a principal orientação neste momento é prevenção", afirmou
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