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Big Day

Big Day mobiliza população para contar araras-azuis em Mato Grosso do Sul

Instituto Arara Azul convida moradores, turistas e observadores a registrar a espécie nos dias 1º e 2 de agosto

Viviane Freitas
Capital News

A arara-azul, um dos maiores símbolos da biodiversidade de Mato Grosso do Sul, será novamente protagonista de uma mobilização voltada à conservação da espécie. Nos dias 1º e 2 de agosto, o Instituto Arara Azul realiza a segunda edição do Big Day das Araras-Azuis, campanha que incentiva a população a registrar a presença da ave em diferentes regiões do Estado.

A iniciativa reúne moradores, produtores rurais, turistas, pesquisadores e observadores de aves para mapear a ocorrência da arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus). As informações coletadas ajudam a monitorar a população da espécie e a identificar áreas que necessitam de maior atenção para conservação.

Reconhecido internacionalmente pelo trabalho desenvolvido há mais de 30 anos, o Instituto Arara Azul transformou Mato Grosso do Sul em referência na preservação da espécie, que já esteve ameaçada de extinção. O monitoramento contínuo contribuiu para a recuperação das populações da ave, especialmente no Pantanal.

Segundo a gestora operacional de projetos do Instituto Arara Azul, Fernanda Fontoura, o objetivo da campanha é ampliar a participação da sociedade. "Queremos envolver o maior número possível de pessoas na contagem das araras-azuis. Com isso, conseguimos identificar onde elas estão e acompanhar a situação da espécie na natureza", explica.

Na primeira edição do Big Day, realizada em 2025, Mato Grosso do Sul liderou a mobilização com 409 araras-azuis registradas. A expectativa é superar esse número neste ano, principalmente com a participação de moradores das áreas rurais e do Pantanal.

Qualquer pessoa pode participar da ação. Basta registrar a ave por meio de foto, vídeo, áudio ou informar o local do avistamento e enviar o material pelas plataformas digitais do Instituto Arara Azul ou pelo WhatsApp (67) 99871-0752. Os pesquisadores destacam que cada registro contribui para ampliar o conhecimento científico e fortalecer as ações de conservação da espécie.

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