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Preocupação

Avanço de plantas aquáticas ameaça pesca e turismo no Rio Pardo

Vegetação se espalha pelo rio e preocupa empresários e moradores de cidades da região

Viviane Freitas
Capital News

Imasul

Vegetação se espalha pelo rio e preocupa empresários e moradores de cidades da região

Vegetação se espalha pelo rio e preocupa empresários e moradores de cidades da região

O crescimento das plantas aquáticas no Rio Pardo tem gerado preocupação em Santa Rita do Pardo e Bataguassu. A vegetação ocupa trechos do rio, dificulta a circulação de barcos e começa a afetar diretamente atividades ligadas ao turismo e à pesca.

Empresários do setor afirmam que alguns visitantes estão cancelando ou encurtando as estadias por causa das condições para navegar e pescar. O proprietário de uma pousada em Santa Rita do Pardo, João José Gariotto, relatou que um grupo de turistas de São Paulo decidiu retornar antes do previsto. “Eles não conseguiram pescar”, contou.

A situação também é acompanhada por representantes dos dois municípios. O assessor parlamentar João Carlos Kotai afirma que o excesso de plantas pode atingir as hélices das embarcações e causar problemas nos motores. “A vegetação está atrapalhando o turismo, está atrapalhando a pesca”, disse.

As macrófitas começaram a aparecer em grande quantidade no reservatório da Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand, em Ribas do Rio Pardo, em fevereiro de 2025. Com a liberação de água pelas comportas, a vegetação seguiu pelo curso do Rio Pardo e chegou a outros municípios, alcançando áreas próximas ao encontro com o Rio Paraná.

O Imasul identificou condições de hipereutrofização no reservatório, relacionadas ao excesso de nutrientes na água. O estudo aponta uma combinação de fatores, incluindo esgoto, atividades industriais, degradação do solo e problemas de saneamento. A Suzano foi multada em R$ 500 mil pelo órgão ambiental e afirmou que cumpre as exigências legais e que o próprio estudo aponta diferentes fatores envolvidos no problema.

A preocupação já chegou ao Ministério Público. Representantes dos municípios, empresários e integrantes do setor público participaram de reunião para apresentar registros e discutir medidas. Uma nova reunião está prevista para esta quarta-feira (26), em Santa Rita do Pardo, com o objetivo de avaliar alternativas para conter os impactos sobre o turismo e a navegação.

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