A Polícia Federal (PF) solicitou à justiça de Mato Grosso do Sul a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito para investigar o atentado contra o ônibus com estudantes indígenas ocorrido no dia 5 de junho, em Miranda.
O caso foi registrado como Explosão Qualificada e Lesão Corporal de natureza grave, porém a polícia não descarta a tentativa de homicídio e também a possibilidade de que tenha ocorrido um conflito interno entre indígenas.
Quatro vítimas foram encaminhadas em estado grave na Santa Casa de Campo Grande, apenas uma continua internada, a indígena Lurdivani Pires, de 28 anos, está há 60 dias internada no setor de vítima de queimaduras.
A moradora da aldeia Babaçu, na cidade de Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande, estava voltando da escola de ônibus durante a noite, quando o mesmo foi atacado com pedras no momento em que se aproximava das aldeias. Na ocasião o ônibus foi incendiado. Ela está enfaixada e não tem previsão de saída do Hospital.
Por Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br)
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