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Luto

Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos

Eterno “Mão Santa” deixa legado histórico nas quadras e no esporte mundial

João Gabriel Vilalba
Capital News

Lenda do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após uma parada cardiorrespiratória, na tarde desta sexta-feira (17). Considerado um dos maiores jogadores da história do esporte, o eterno “Mão Santa” marcou época com a camisa 14 da seleção brasileira.

A informação foi confirmada pela assessoria de Oscar. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após passar mal, mas não resistiu.

Em nota oficial, a unidade de saúde informou que o ex-atleta deu entrada já em parada cardiorrespiratória, encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

"O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) informa que o paciente Oscar Daniel Bezerra Schmidt, de 68 anos, foi encaminhado à unidade nesta sexta-feira (17/04) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), já em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe prestou toda a assistência necessária e acolheu os familiares, oferecendo os devidos esclarecimentos. Neste momento de dor, expressamos nossas sinceras condolências à família e amigos".

Segundo publicações recentes de familiares, Oscar já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No início de abril, o filho Felipe Schmidt recebeu uma homenagem em nome do pai durante cerimônia do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Em comunicado, a família destacou a luta de mais de 15 anos do ex-jogador contra um tumor cerebral.

"Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida. Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo", diz um trecho da declaração da família.

A assessoria informou ainda que o velório será reservado apenas aos familiares.

Homenagens

Nas redes sociais, o filho Felipe Schmidt publicou uma mensagem de despedida ao pai.

"Como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que você me ensinou a ser como homem e tentar ser ao menos 10% do ser humano que você foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer", escreveu Felipe Schmidt.

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória".

A morte de Oscar gerou repercussão imediata no Brasil e no exterior, com homenagens de torcedores, atletas e entidades esportivas.

Legado do “Mão Santa”

Considerado um dos maiores atletas do basquete mundial, Oscar Schmidt construiu uma carreira histórica pela seleção brasileira e por clubes do Brasil e da Europa. Mesmo sem atuar na NBA, tornou-se referência global pelos números e pela capacidade de pontuar.

Ícone do esporte internacional, integrou o Hall da Fama da FIBA e também o Hall da Fama do Basquete em Springfield, nos Estados Unidos.

Durante a carreira, defendeu clubes como Palmeiras, Sírio, Flamengo, além de equipes da Itália e da Espanha. Também foi protagonista da histórica medalha de ouro do Brasil no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, quando a seleção derrotou os Estados Unidos em casa.

Oscar disputou cinco Olimpíadas e permanece como um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro. Seu legado ultrapassa as quadras e seguirá vivo na memória dos fãs.

Divulgação/ NBA

Oscar Schmidt

Oscar "Mão Santa" Schmidt é o maior cestinha de todos os tempos, com 49.737 pontos

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