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Greve

Greve da Caixa chega ao sexto dia com agências fechadas em todo o MS

Funcionários mantêm paralisação por tempo indeterminado após impasse envolvendo o Saúde Caixa; nova negociação está prevista para quarta-feira

Viviane Freitas
Capital News

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Prédio da Caixa Econômica Federal

Prédio da Caixa Econômica Federal

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chegou ao sexto dia nesta terça-feira (15), mantendo fechadas todas as agências de Mato Grosso do Sul. A paralisação, iniciada na quinta-feira (10), ocorre também em nível nacional e segue por tempo indeterminado após trabalhadores e banco não chegarem a um acordo.

O principal impasse está relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Maria Rodrigues, a categoria reivindica a manutenção do modelo 70/30, no qual a Caixa arca com 70% das despesas e os trabalhadores com os outros 30%. “O que pega é o plano de saúde, queremos manutenção e não diferenciação para aposentados e diferenciação de idade”, afirmou.

Na negociação salarial, os trabalhadores pediram reposição da inflação acrescida de 5% de ganho real. A Caixa apresentou como contraproposta a inflação mais 0,6%. De acordo com Neide, entretanto, o reajuste salarial não é o principal obstáculo. A proposta apresentada pelo banco para mudanças no plano de saúde foi rejeitada pela categoria na última sexta-feira (11).

Entre as alterações propostas pela Caixa estavam contribuições dos empregados entre 2,3% e 4,1% do salário-base, conforme a idade, cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente e aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por família. A instituição também propôs cobrança de 13 mensalidades e mudanças em valores de consultas e outras regras do plano.

Segundo a sindicalista, trabalhadores do Banco do Brasil e da rede privada já aceitaram suas respectivas propostas, enquanto os funcionários da Caixa continuam em negociação. “O Banco do Brasil, a rede privada, já aceitaram o acordo, já fizeram a assinatura do acordo coletivo e estão ok, até porque não há a discussão do plano de saúde, diferente do acordo da Caixa”, explicou.

Uma nova rodada de negociação está prevista para esta quarta-feira (16). “Esperamos que amanhã tenha uma negociação que contemple os anseios da categoria, que é principalmente o plano de saúde”, afirmou Neide. A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e pode avaliar a abertura de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho caso o impasse permaneça.

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