Após reunião entre manifestantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), César Fernando Schiavon Aldrighi, ficou acordado que serão disponibilizados R$ 100 milhões do orçamento do órgão neste ano para a compra de terras destinadas às famílias acampadas.
A informação foi confirmada pelo deputado federal Vander Loubet, que participou da reunião na tarde deste sábado (21), na sede da Superintendência do Incra em Campo Grande.
Conforme discutido, o presidente do Incra assumiu o compromisso de dar suporte ao MST em Campo Grande para atender as demandas do movimento e de outros grupos sociais que lutam por acesso à terra.
“De acordo com o presidente do Incra, temos aproximadamente R$ 230 milhões no orçamento deste ano destinados à compra de terras. A expectativa é utilizar parte desses recursos para a aquisição de pelo menos três áreas em Mato Grosso do Sul, somando cerca de R$ 100 milhões, para atender não só o MST, mas também outros movimentos sociais”, declarou Vander à imprensa.
Segundo apurado pelo Capital News, a reunião foi considerada positiva pelos participantes. Após o encontro, os manifestantes concordaram com os encaminhamentos e decidiram desocupar a Superintendência do Incra em Campo Grande, que estava ocupada desde a última segunda-feira (16).
Bloqueio na BR-163 expôs insatisfação
Durante a madrugada, manifestantes bloquearam totalmente a BR-163, em um dos principais acessos de Campo Grande, provocando congestionamento nos dois sentidos da rodovia. Segundo a concessionária responsável, cerca de 150 pessoas participaram da ação.
A pista ficou interditada, com liberação apenas para ambulâncias. Equipes atuaram na sinalização e orientação dos motoristas, enquanto a Polícia Rodoviária Federal acompanhou a ocorrência e mediou a negociação para a liberação da via.
Em nota, o MST afirmou que o protesto denunciava a demora nas respostas às famílias acampadas e a falta de políticas públicas. O movimento também criticou a paralisação de processos e a ausência de condições adequadas para produção nos assentamentos.
Além do bloqueio, os manifestantes estavam mobilizados em frente ao Incra desde o início da semana, cobrando a liberação de recursos para aquisição de terras e investimentos estruturais.
Entre as principais reivindicações estão melhorias em habitação, perfuração de poços artesianos, incentivo à produção — com atenção especial às mulheres do campo —, além do fortalecimento de cooperativas e políticas voltadas à agricultura familiar.
O bloqueio chegou a provocar retenções de aproximadamente 3 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte. Com o encerramento da manifestação, o fluxo foi gradualmente normalizado.
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