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Cotidiano Segunda-feira, 08 de Junho de 2009, 13:52 - A | A

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Funai: ‘Não quero administração de gabinete’, diz Arlete

Redação Capital News (AP) (www.capitalnews.com.br)

A ex-diretora/presidente da Pulsar, Arlete Pereira de Souza, afirmou a redação do jornal Dourados News esta manhã, que se caso realmente assumir o cargo de administradora regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) no Conesul, quer mais diálogo com os indígenas e acompanhar de perto as necessidades das aldeias. “Não quero administração de gabinete”, diz ela.

Ela foi aceita por unanimidade pelas 47 lideranças indígenas como a pessoa que poderá substituir a atual presidente, Margarida Nicoletti. Segundo informações, Arlete foi convidada pela própria Margarida a assumir a vaga e, pela primeira vez, os indígenas foram consultados a respeito. A bióloga disse que aceitaria com duas condições: a primeira de receber “a benção” dos indígenas e a segunda de ser aceita pelo presidente da Funai, Marcio Meira. Ela e Margarida, inclusive, tiveram uma conversa informal com o vice-presidente da Funai, Aloísio Guapindaia, sobre o caso e foi “aprovada”.

O currículo de Arlete já está na Funai e aguarda o prazo de 50 a 60 dias para ser liberada ou não a autorização, ou seja, em julho o órgão poderá publicar uma portaria com a substituição, já que o documento foi entregue em uma audiência no último dia 08 de maio em Brasília.. Até lá, foi solicitado que Margarida continue no cargo.

Com relação aos planos, ela espera fortalecer o planejamento e a parceria, tanto com indígenas, quanto com o governo. Sobre a violência, ela diz que já existe um projeto piloto da Policia Indigenista Comunitária. “Não é algo da Arlete, mas fiz parte do processo”, diz ela.

Esse programa serviria para formação de policiais na linha antropológica para que eles conhecessem e pudessem agir de acordo com a cultura. O trabalho seria baseado na prevenção.

Já com relação à agricultura, Arlete pretende estabelecer vínculos com as prefeituras. Para isso, ela deseja fazer um levantamento em todas as aldeias de Mato Grosso do Sul e ao notar as necessidades, saber o que pode mudar a respeito. Ela almeja ainda, dar atenção a todas as etnias. “Quero diálogo com os guarani, caiowa e terena, sem distinção”, afirma. (Com informações do site Dourados News)

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