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Cotidiano Sábado, 09 de Novembro de 2013, 10:16 - A | A

Sábado, 09 de Novembro de 2013, 10h:16 - A | A

Familiares e amigos de PM vítima de condutor embriagado fazem protesto e pedem por Justiça

Juliana Rezende - Especial para o Capital News (www.capitalnews.com.br)

“Hoje foi o meu, mas amanhã pode ser o seu”, com essa frase, Aline Peixoto Lira, irmã do policial militar Giliard Félix da Silva, morto após ter seu carro atingido por um condutor embriagado na saída para Cuiabá, encabeçou o protesto organizado na manhã deste sábado, (9), por amigos e familiares do PM pedindo agilidade da Justiça e o fim da impunidade.

Com a ajuda de um alto-falante o grupo de poucas pessoas percorreu a Avenida Afonso Pena até à Rua 14 de julho com o intuito de unir forças e chamar a atenção do Poder Judiciário e Legislativo. A manifestação também pretende reunir assinaturas e encaminhá-las à campanha “Não foi acidente”, movimento contra a embriaguez ao volante. Conforme Aline a manifestação foi anunciada nas redes sociais e, apesar de a marcha ter contado com aproximadamente 25 participantes, cerca de 140 pessoas disseram que participariam do protesto.

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Aline, irmã de Giliard, encabeçou o protesto e questionava morosidade da Justiça
Foto: Deurico/Capital News

“O importante é unirmos força e famílias que passaram pelo mesmo caso que a gente. É preciso ter mudanças na Lei, queremos Justiça”, reforçou. De acordo com a irmã de Giliard, o condutor responsável pelo acidente, Edson Moreira, possui passagem na polícia do Paraná por homicídio. Maria de Fátima da Silva, de 48, considera-se mãe de coração de Giliard. Além de ser tia e madrinha, Maria diz que se sente desamparada pela Lei. “Tudo pesa, a ausência a falta de Justiça. Cadê nossos políticos que podem mudar as Leis e não fazem nada? A Lei não é para amparar o cidadão?”, questionou.

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Maria de Fátima relata dor da perda e alega que a maioria das pessoas que estiveram no protesto eram amigos de Giliard
Foto: Deurico/Capital News

Acidente

Giliard dirigia uma Saveiro quando uma caminhonete, conduzida por Edson Moreira, de 42 anos, invadiu a pista contrária na BR-163 e atingiu o carro do soldado. A colisão foi no dia 25 de março e o policial ficou internado na Santa Casa, onde morreu no dia 04 de abril. O acidente ocorreu na saída de Campo Grande para Cuiabá. Gilliard ficou preso nas ferragens e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros. O soldado teve fraturas no fêmur, no joelho e na cabeça. Ficou comprovado por meio do teste do bafômetro, que Edson estava embriagado.

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