O governador André Puccinelli (PMDB) assinou na manhã desta sexta-feira (20), um termo em que se compromete a custear parte das parcelas do empréstimo de R$ 80 milhões, contraído pela Santa Casa de Campo Grande junto à Caixa Econômica Federal, para sanar as dívidas do hospital com fornecedores.
Com juros de 1,21%, a Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, deverá pagar R$ 1,6 milhão por mês à Caixa Econômica. O governo do Estado de Mato Grosso do Sul vai custear R$ 750 mil da parcela.
Puccinelli reclamou do percentual de juros que a Caixa Econômica vai cobrar. "Era 1,53% e conseguimos abaixar para R$ 1,21%, mas queríamos 1%".
Mas, o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes, as condições de pagamento ofertadas são as melhores do mercado.

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Foto: Deurico/Capital News
Do montante, R$ 20 milhões serão destinados ao pagamento de dívida do hospital com a própria Caixa. Os outros R$ 60 milhões, de acordo com o presidente da ABCG, Wilson Teslenco, quitarão as dívidas com os fornecedores e tributos.
A expectativa é que as negociações e pagamentos sejam efetuados no fim de janeiro. O recurso ficará bloqueado à espera da apresentação de certidão negativa de débitos tributários. Enquanto isso, as contas com os credores serão auditadas.
O presidente da ABCG disse, ainda, que a prefeitura de Campo Grande se comprometeu a pagar outros R$ 750 mil das parcelas do empréstimo. No entanto, o compromisso não foi formalizado. O prefeito Alcides Bernal (PP) precisa de autorização da Câmara Municipal para destinar o recurso à Santa Casa. Teslenco espera que projeto de lei pedindo seja enviado ainda este ano para análise dos vereadores

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Foto: Deurico/Capital News
De posse dos recursos e após a auditoria das dívidas, a expectativa da Associação Beneficente de Campo Grande é de que no primeiro semestre de 2014, as dívidas do hospital estejam sanadas. “Esse empréstimo dará fôlego financeiro para a Santa Casa e permitirá que operemos com tranqüilidade, o que não acontecia até agora”, comentou Teslenco.
O governo do Estado já repassa cerca de R$ 1 milhão mensais para o custeio do hospital.
(matéria alterada às 14h13 para acréscimo de informações)
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