Mobilizados em frente ao Paço Municipal, no bairro Dom Bosco, trabalhadores da educação de Corumbá realizaram um ato cobrando melhorias salariais e valorização da categoria. Entre as principais reivindicações estão o “enquadramento” no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e avanços sem interstício, ou seja, sem necessidade de tempo mínimo para progressão.
A paralisação da última terça-feira (05) afetou cerca de 30 escolas da rede municipal. Desse total, 20 unidades tiveram as atividades totalmente suspensas, enquanto outras 10 funcionaram parcialmente. Apenas uma escola não aderiu ao movimento, conforme informações da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
O movimento foi organizado pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), que já havia anunciado a paralisação após Assembleia Geral realizada no dia 24 de abril. Na ocasião, a categoria criticou a “ausência de diálogo por parte do Executivo Municipal mesmo após o envio de três ofícios solicitando a abertura de negociação salarial”.
Após a assembleia, representantes do sindicato participaram de uma reunião com a Semed, onde foram informados de que as demandas haviam sido encaminhadas à Secretaria de Planejamento e Receita (Seprad). Segundo o sindicato, a resposta foi de que os pedidos ainda estão em análise, sem previsão de solução imediata.
Em nota, a Prefeitura de Corumbá afirmou que aguarda a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevista para 12 de maio, para definir o reajuste salarial. “Somente com a divulgação desse indicador consolidado será possível concluir os cálculos necessários e apresentar uma proposta formal, com segurança jurídica e financeira”, informou o Executivo.
O sindicato também orientou os servidores sobre a adesão ao movimento, destacando que a participação é facultativa. “O servidor deve, por responsabilidade profissional, informar previamente sua participação, o que pode ser feito de forma verbal, sem a exigência de registro formal por meio de assinatura. A imposição de listas configura prática inadequada e pode caracterizar constrangimento indevido”. Uma reunião entre representantes da categoria e o prefeito está prevista para a noite desta terça-feira.
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