A diária para Dionatan Celestrino, apelidado pela imprensa e polícia de "maníaco da cruz", permanecer hospedado na Santa Casa de Campo Grande é superior a R$ 1,5 mil por dia. A informação foi dada pelo diretor-técnico do hospital, Luiz Alberto Kanamura. “Ele não é um paciente comum, o custo maior que existe é o social, já que tem três leitos desocupados e envolve a presença de policiais militares onde existem outros pacientes internados”, destacou Luiz Alberto que explicou que um paciente normal custa em média, R$ 1,5 mil por dia.
Apesar de ter recebido alta a cerca de 20 dias, o jovem ocupa uma enfermaria com três leitos no quinto andar do hospital, até ser definido o seu destino.
O diretor-técnico do hospital, Luiz Alberto Kanamura, afirmou que o setor de psiquiatria já se posicionou colocando a situação de Dionatan Celestrino como não adequada para a continuidade da permanência dele na Santa Casa. “Já colocamos para a Secretaria Estadual de Saúde, para o juiz de Ponta Porã, que determinou que ele viesse para o hospital, e estão tentando encontrar uma solução”, afirmou Kanamura.
Segundo Kanamura, enquanto esse impasse não for resolvido, o jovem irá permanecer na Santa Casa, deixando inutilizados três leitos na enfermaria. Para ele, o custo social é maior que o custo financeiro.

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Foto: Samira Ayub/Capital News
Dionatan Celestrino recebeu alta há 20 dias, o diagnóstico não aponta uma doença psiquiátrica, mas um transtorno de personalidade e que não prevê um tratamento específico e pode ser controlado com medicação. Atualmente, o jovem passa o dia dentro do quarto e recebe visitas dos familiares. O Maníaco da Cruz não passa por nenhum tratamento ou terapia, mas recebe medicamentos como controladores de humor e ansiolíticos.
Para Wilson Teslenco, presidente da Santa Casa, a situação gera incerteza para a segurança pública, para o hospital, e para o próprio Dionatan, já que ninguém sabe qual será o destino do jovem.

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Foto: Samira Ayub/Capital News
Caso
Depois de ter assassinado três pessoas em Rio Brilhante, em 2008, aos 16 anos, o jovem foi recolhido à UNEI de Ponta Porã.
O rapaz confessou o assassinato das três pessoas depois de considerá-las “perdidas”. As vítimas eram asfixiadas e colocadas em posição de crucificação.
Entre as vítimas do “Maníaco da Cruz”, estava o pedreiro Catalino Gardena, morto no dia 24 de julho de 2008. No dia 24 de agosto foi encontrado o corpo da frentista Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, e no dia 3 de outubro de 2008, o corpo de Gleici Kelli Silva, de 13 anos.
O rapaz relatou que no caso das duas jovens ele fez um questionário, em que avaliou a 'pureza' das vítimas. Como ele as considerou perdidas, as duas foram assassinadas. No caso de Gardena, a morte aconteceu após tentativa de prática sexual.
Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, foi a última vítima do “Maníaco da Cruz”. Uma garota conhecida como “Carla”, de 17 anos, foi a única vítima que escapou com vida dos ataques do jovem.
Apesar de ter cumprido os três anos máximos de medida socioeducativa em regime fechado, conforme previstono Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), ele ficou internado um ano a mais do que deveria.
Em março deste ano, Dionatan fugiu da UNEI, sendo recuperado quase dois meses depois

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Foto: Divulgação/DEAIJ
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