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Cotidiano Sexta-feira, 27 de Abril de 2012, 12:27 - A | A

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012, 12h:27 - A | A

Delcídio cobra redução dos juros do cartão de crédito e das tarifas de energia

Silvio Mori - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Durante a sessão do Senado desta quinta-feira (26), o Senador Delcídio do Amaral (PT), ocupou a tribuna e cobrou do governo federal medidas efetivas que permitam reduzir o custo do cartão de crédito. Delcídio é quem preside a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

“Hoje, se alguém não pagar, à vista, o cartão de crédito, a coisa virauma bola de neve e a conta se torna impagável, por causa dos juros de 9%,10% e até 13 % ao mês. E nem todo mundo tem condição de pagar à vista.Então, o que se vê, são milhões de consumidores em uma ciranda financeiraque não tem fim”, declarou.

O Senador citou como exemplo os Estados Unidos, onde o cliente quando paga tudo a vista, causa espanto nas operadoras de cartão de crédito. “ O que vale lá é o histórico bancário, de crédito, é a credibilidade do cliente. Por isso, no Brasil, é preciso olhar essa questão com muita atenção e carinho”, disse.

Delcídio ressaltou a vitória do governo federal que conseguiu baixar os juros do cheque especial, dos financiamentos imobiliários e para a compra de bens duráveis, como automóveis, medida que fez os bancos privados agirem em seguida, reduzindo também as suas taxas, para não perder mercado,mas que os esforço não pode parar por aí.

“É preciso adotar medidas que levem as operadoras a cortar juros porque atualmente eles são exorbitantes, inverossímeis, inacreditáveis, incompatíveis com a nova realidade que estamos vivendo, e acabam comprometendo o próprio consumo”, alertou o senador.

Durante o discurso, o presidente da CAE tocou em outro ponto que considera fundamental para o Brasil, as tarifas de energia. Segundo o senador, em 2015 vencem muitos contratos de concessão de serviços de energia. O governo vai decidir pela prorrogação das concessões. Delcídio disse que é preciso uma ousadia maior, para reduzir os tributos e encargos das tarifas de energia, que hoje representam quase 48% da conta que cada brasileiro paga.

“Tem que mexer nos impostos como o PIS/Cofins das contas de luz e também nos encargos, como a RGR (Reserva Global de Reversão , usada em projetos de universalização dos serviços de energia elétrica )”, disse.

Para o Senador, a presidente Dilma, por ser uma especialista da área de energia, tem todas as condições necessárias para arbitrar esse debate.

“Tem que mexer nos impostos como o PIS/Cofins das contas de luz e também nos encargos, como a RGR (Reserva Global de Reversão , usada em projetos de universalização dos serviços de energia elétrica )”, disse.
 

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