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Cotidiano Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008, 13:55 - A | A

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008, 13h:55 - A | A

Curtume não estava com vistoria dos Bombeiros em dia

da assessoria

O curtume Indústria e Comércio de Couros Pantanal (Induspan), local onde ocorreu a explosão de um dos equipamentos de autoclave, não estava em dia com o certificado de vistoria anual. Segundo o coronel Fernando Ávalos, diretor técnico dos Bombeiros, a vistoria venceu em 2006.

Não se pode afirmar porém, que a falta da vistoria comprometeu a segurança do local. O projeto de prevenção do curtume, onde é previsto a disposição de uma caldeira, já tinha sido aprovado. O Corpo de Bombeiros aguarda a perícia para dizer a causa do acidente: se houve erro na manutenção, desgaste natural do equipamento, problema no recipiente ou imprudência.

Segundo o coronel, são quatro orientações em relação a curtumes que devem ser observadas. “A primeira é a aprovação do projeto de prevenção; a segunda é que o operador do equipamento tenha um curso específico; a manutenção tem que estar em dia e por último a vistoria dos Bombeiros, que é obrigatória”, disse.

O acidente

Na manhã de sábado (16), por volta das 8h20, o Corpo de Bombeiros atendeu um acidente provocado pela explosão num equipamento de autoclave, sistema que retira a gordura do couro, na Indústria e Comércio de Couros Pantanal (Induspan), no Km 362 da BR-060, saída para Sidrolândia.

De acordo com os Bombeiros, o fato ocorreu quando manutenção de rotina era realizada. Valdenir Torres Nogueira, de 38 anos e Lourival Rosa Mendes, de 28 anos morreram.

Havia muitos trabalhadores próximos no momento da explosão, que devido às proporções, danificou toda a estrutura próxima da caldeira e do galpão, ferindo outras 15 pessoas. Um dos feridos, José Miguel da Silva de 49 anos, sofreu traumatismo craniano grave, laceração na face, fratura braço esquerdo e queimadura de 2º grau no pescoço.

O delegado Jéferson Nereu Lupe, assessor de comunicação da Polícia Civil, informou que o 6ºDP está realizando a perícia, o que vai revelar se a falha foi humana ou do equipamento. A hipótese trabalhada é de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

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