Deurico/Arquivo Capital News
Militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada em operação da Fronteira
Militares da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada – Brigada Guaicurus instalam Postos de Bloqueio e Controle Estradas (PBCE) em Antônio João e municípios da região na tarde desta terça-feira (01). A medida amplia a reforça a atuação do Exército Brasileiro, após conflito ocorrido entre índios e produtores rurais em fazenda.
São empregados na missão neste primeiro momento, 1,2 mil militares do 10º e 11º Regimentos - que são unidades subordinadas à 4ª Brigada, instalados em Bela Vista (abrangendo Antônio João) e Ponta Porã (abrangendo Aral Moreira). Conforme o setor de relações públicas da Brigada, haverá revezamento da equipe que ficará no local, mas serão empregados militares de outros regimentos apenas se houver necessidade.
A missão foi dada ao CMO (Comando Militar do Oeste), localizado em Campo Grande, pelo Ministério da Defesa, mediante autorização da presidente Dilma Rousseff (PT). A determinação dela atende a um pedido do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Como a 4ª Brigada – que tem sede em Dourados - é a unidade subordinada ao CMO responsável pela área localizada pela região sul do Estado, militares de sua área foram enviados ao local. Ainda de acordo com o setor de relações públicas, a missão dada foi a de realizar ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na área de Antônio João, Bela Vista, Ponta Porã e Aral Moreira.
A partir desta terça-feira, com a instalação dos Postos de Bloqueio, a finalidade muda. O Exército passará a coordenar as ações desenvolvidas, e os demais órgãos de segurança passam a atuar de forma conjunta. A finalidade dos militares é “controlar e identificar o acesso às áreas de conflito, desta forma, contribuindo para proteção da população e preservação da lei e da ordem”, relatou nota enviada à imprensa pela Brigada.
CONFLITO
O conflito começou no dia 22 de agosto, quando índios invadiram fazendas localizadas em Campestre, distrito de Antônio João. Mas, se agravou no sábado (29), após reunião no Sindicato Rural de Antônio João.
Durante a reunião, a presidente da entidade Roseli Maria Ruiz demostrou indignação com as autoridades pela demora em solucionar a questão e decidiu pela “retomada” das fazendas que são dela e do marido. Partiu direto do local para as propriedades no distrito, acompanhada de pelo menos 100 fazendeiros.
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