Cerca de 300 trabalhadores da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira (14) para reivindicar aumento de 7% no salário e benefícios.
Desde às 6h30, eles estão na frente da sede da empresa, que fica na rua Gury Marques, 8000, saída para São Paulo, impedindo a entrada de veículos. Somente a entrada de funcionários está liberada.
Além dos 7% de aumento no salário, de acordo com a inflação, os trabalhadores pedem reajuste de 9.84% no ticket alimentação.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinergia/MS), os colaboradores se reuniram ontem (13) com o interventor da Enersul, Paulo Roberto Zidetti, mas não chegaram em nenhum acordo e por isso decidiram fazer o movimento nesta sexta-feira (14). Na reunião de ontem (13) foi oferecido reajuste de 5.99%.
Protesto
Além de proibirem e entrada de carros na empresa, os trabalhadores estão com duas faixas na entrada da sede da Enersul com os seguintes dizeres: “Os trabalhadores e os consumidores não são culpados da ANEL não ter fiscalizado o grupo Rede, mesmo diante de tantas denúncias”.
De acordo com a Sinergia/MS, isso se deve a grande dívida que a Rede acumula. “Os trabalhadores não tem que pagar pela dívida”, disse a diretora financeira do sindicato, Elizete Figueira. Hoje o Sinergia tem em torno de 900 associados.

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Foto: Minamar Junior/Capital News
Elizete não soube informar o salário atual dos funcionários, pois a Enersul não disponibiliza a folha de pagamento dos colaboradores.
Equipes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão no local para organizar o trânsito, já que os veículos que chegam a empresa tem que ser estacionados no acostamento da avenida.

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Foto: Minamar Junior/Capital News
A assessoria de imprensa da Enersul informou que o interventor da empresa, por meio de uma assembleia, afirmou que nenhum trabalhador vai perder benefícios e que os reajustes serão feitos de acordo com a inflação.
Ainda de acordo com a assessoria, a paralisação das atividades não prejudica de forma alguma os serviços prestados a sociedade, já que o efetivo de colaboradores é bem maior do que o número de paralisados que estão no local.
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