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Ciência e Tecnologia Terça-feira, 24 de Junho de 2025, 13:25 - A | A

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Inovação

Biocombustível inédito criado em Mato Grosso do Sul conquista patente nos Estados Unidos e no Brasil

Tecnologia desenvolvida pelo Instituto Senai de Inovação em Biomassa transforma plantas invasoras em diesel verde

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação

Biocombustível inédito criado em MS conquista patente nos Estados Unidos e no Brasil

Biocombustível inédito criado em MS conquista patente nos Estados Unidos e no Brasil

O Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), com sede em Três Lagoas, alcançou uma conquista histórica ao obter sua primeira patente internacional. A tecnologia, fruto do projeto Macrofuel, teve sua patente publicada nos Estados Unidos e também foi reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), garantindo proteção no Brasil. 

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Biocombustível inédito criado em MS conquista patente nos Estados Unidos e no Brasil

Projeto também contribuiu com o manejo ambiental das macrófitas

A inovação desenvolve biocombustível a partir de plantas aquáticas invasoras que causavam prejuízos operacionais em reservatórios de hidrelétricas na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo. O processo envolve a pirólise rápida – decomposição térmica em altas temperaturas – das macrófitas aquáticas, convertendo-as em um bio-óleo que passa por tratamento catalítico para gerar um combustível renovável similar ao diesel fóssil.

Para o diretor do ISI Biomassa, João Gabriel Marini, a conquista representa um avanço para o setor tecnológico brasileiro. “É um orgulho enorme para o ISI Biomassa ter uma tecnologia desenvolvida no instituto patenteada. Isso mostra que estamos nos aproximando do estado da arte e gerando valor para nossos parceiros”, afirmou.

Segundo o pesquisador industrial Paulo Renato dos Santos, responsável pelo projeto, a patente valida a inovação e fortalece a atuação do instituto como referência nacional em tecnologias sustentáveis. “Isso demonstra que fomos capazes de desenvolver uma metodologia inédita com aplicação prática e relevância industrial”, destaca. Ele ainda ressalta que o reconhecimento internacional permite aprofundar os estudos com mais segurança e explorar novas possibilidades de aplicação da tecnologia.

O projeto Macrofuel foi iniciado em julho de 2019, em parceria com a CTG Brasil – uma das maiores geradoras privadas de energia do país – e contou com investimento de R$ 4,6 milhões via fomento da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

Além do desenvolvimento do biocombustível, o projeto também contribuiu com o manejo ambiental das macrófitas, que causavam sérios transtornos operacionais nas usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira. “O objetivo foi oferecer uma solução energética limpa e mitigar impactos negativos na operação das hidrelétricas”, explicou o pesquisador.

A tecnologia reforça o compromisso do ISI Biomassa com a bioeconomia circular e a transição energética, ao transformar um problema ambiental em uma fonte de energia renovável e promissora para o futuro.

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