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Cotidiano Quinta-feira, 21 de Julho de 2016, 07:31 - A | A

Quinta-feira, 21 de Julho de 2016, 07h:31 - A | A

Três Lagoas

Caso não haja acordo, desempregados prometem fechar entrada da Fibria

Ação está prevista para sexta-feira; reunião no sindicato foi marcada para hoje

Marco Campos
De Três Lagoas para o Capital News

A situação do desemprego em Três Lagoas piora a cada dia e diante tal situação, centenas de desempregados – como forma de protesto - devem fazer na próxima sexta-feira (22) uma manifestação pacífica na frente da entrada da Indústria Fibria, que fica às margens da BR-158, na zona rural de Três Lagoas.

A decisão foi tomada no início da tarde desta quarta-feira (20) durante um encontro entre os desempregados que se concentraram na frente do prédio da Casa do Trabalhador (CIAT).
“Amanhã é a última chance para nos dar uma posição sobre a falta de vagas. Hoje o nosso sindicato está se reunindo com as grandes fábricas para achar uma solução e empregar pelo menos 50% das pessoas que ficam diariamente aqui na porta do CIAT. Já estamos cansados de ser humilhados”, disse um dos líderes do movimento.

Reunião
Para esta quinta-feira (21), está previsto para ocorrer às 13h30min uma reunião na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, Montagem e Imobiliário (SINTRICOM), que fica Rua Bernardino Rodrigues Montalvão, nº 834, no bairro Vila Nova.

Caso não sejam disponibilizadas as vagas de trabalho, os desempregados irão oficializar – junto ao sindicato – o manifesto na frente da Fibria e segundo os líderes do movimento, eles estarão bloqueando a entrada da indústria até que alguma resposta seja dada.

Falta de segurança
É comum notar diariamente a superlotação na Casa do Trabalhador (CIAT) de Três Lagoas das pessoas que buscam emprego. Nesta semana houve um princípio de tumulto na frente do órgão e na ocasião, cinco equipes da Polícia Militar foram ao local para manter a ordem.

Diante a situação de risco aos funcionários do CIAT, a diretora do órgão, Fátima Montanha, se reuniu nesta quarta-feira (20) com o comandante da Polícia Militar de Três Lagoas, o tenente coronel José Aparecido Moraes para pedir mais segurança.

Caso os tumultos continuem ocorrendo no espaço, atendimentos no CIAT podem ser interrompidos.

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