A avó materna Ana Paula de Pinho Moraes, 34 anos, da bebê Yasmin Moreira, de cinco meses, entrou ontem (26), com o pedido de guarda na Defensoria Pública. O Conselho Tutelar entregou a neta para ela no dia 19 de julho após receber denúncias de que o pai da criança, Lauro Roberto Pereira de Paula, de 19 anos, poderia estar usando drogas.
Lauro e a adolescente de 16 anos querem a filha de volta e alegam que não usam drogas. Yasmin nasceu prematura em fevereiro e ficou vários meses internada na Santa Casa. Os três estavam morando em uma peça feita de pedaços de madeiras no bairro Jardim Monte Videl. O pai do bebê havia dito que queria ajuda para construir uma casa e ter a criança de volta.
A conselheira tutelar Miriam Goes Falção, da área norte, conta que pediu para Lauro ir até o posto de saúde fazer exames e comprovar que não usava drogas, mas ele se recusou. Ele disse que as pessoas aparecem para atrapalhar a vida dele. O jovem chegou a assumir que é ex-usúario de drogas e alega que fez vários tratamentos para se livrar do vício.
Ana Paula comenta que não gosta do genro Lauro. “Ele e a minha filha usam drogas. E quem denunciou eles para o Conselho Tutelar foram os vizinhos. Ele bate nela e ela passa a mão na cabeça dele. Quando a minha filha estava grávida e frequentava a minha casa, ela reclamava que era espancada. Os dois não têm cabeça e nem condições de criar o bebê. A casa dela vive suja e ele não trabalha. Não gosto dele. Uma vez ela brigou com ele e veio ficar aqui em casa. Acolhi a minha filha e trouxe todas as coisas dela. Conversei com ela e disse que iria ajudar a cuidar da bebê quando ela ganhasse a criança. No outro dia, ela levantou e foi correndo atrás dele. O Conselho Tutelar trouxe a neném e agora quero ficar com ela. Os pais dela não têm condições de ficar com a bebê. Estou entrando na justiça para ficar com ela”.
A adolescente de 16 anos alega que estava grávida quando a mãe Ana Paula pediu a bebê. “Ela falava que queria a minha filha e iria tomar quando ela nascesse”, disse. Ana Paula avisou que quando a criança nascesse, caso ela continuasse com o Lauro e vivesse nas mesmas condições, iria retirar a menina deles.

Mãe chora de saudades da filha
Foto: Reginaldo Coelho/Arquivo Capital News
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