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Cotidiano Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008, 16:34 - A | A

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008, 16h:34 - A | A

Audiência discute atraso de salário na usina Quebra Coco

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

O Ministério Público do Trabalho promove amanhã (13) uma audiência (aberta) para tratar do atraso no pagamento das férias coletivas dos funcionários da usina Quebra Coco, no município de Sidrolândia, que deveria ter sido efetuado no início de dezembro e também o salário de janeiro, que ainda não foi pago. O MPT reúne os dois lados (patrões e empregados) para tentar chegar a um acordo para resolver de vez o problema. A audiência será às 15 horas desta quarta-feira na sede do Ministério.

O representante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Açúcar e Álcool de Rio Brilhante, no distrito de Quebra Coco, Oviedo Santos, informou que a indústria havia, primeiramente, feito um compromisso de pagar as férias coletivas no início de janeiro, mas acabou não cumprindo esse acordo. A usina não repassava nenhuma posição aos funcionários. Foi preciso que as entidades de classe recorressem à justiça para que ela se manifestasse.

"Estamos às cegas. As indústrias CBAA e Agrisul não respeitam os trabalhadores e as necessidades que suas famílias estão atravessando sem receber salário em dia desde o segundo semestre do ano passado", comentou Oviedo Santos. Ele não entende como a usina alega dificuldade financeira logo depois de sair de uma super produção de álcool e açúcar em Mato Grosso do Sul.

Essas duas empresas, que têm o usineiro José Pessoa à frente, é dona também da usina Debrasa, no município de Brasilândia, que foi autuada pelo Ministério Público do Trabalho em novembro do ano passado, por maus tratos a mais de 800 indígenas que viviam em condições sub-humanas no local.

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias, José Roberto Silva, que tem acompanhado o problema desde o ano passado, também vai estar presente à audiência de amanhã no MPT. Ele espera que desta vez a usina regularize sua situação para que seus funcionários voltem a trabalhar e sustentar suas famílias.

Para assegurar os direitos dos trabalhadores, a Federação e o sindicato da categoria protocolaram na semana passada no MPT, uma ação de dissídio coletivo, para obrigar a justiça a intervir na questão do atraso de pagamento de salário dos funcionários da usina Quebra Coco. O advogado da FTI informou que esse processo garante o direito de greve dos trabalhadores e permite também a ação da justiça sobre o problema. (Informações da assessoria)

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