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Cotidiano Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015, 12:58 - A | A

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Santa Casa

Assembleia busca assegurar atendimento na Santa Casa

Esta é a terceira semana que as cirurgias eletivas e os serviços ambulatoriais estão suspensos

Myllena de Luca
Capital News

Os membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa realizaram uma reunião com a diretoria da Santa Casa de Campo Grande, representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde, Ministério Público e Conselhos de Saúde. A ideia é assegurar a assinatura de um contrato que estabilize as finanças do hospital e garanta o atendimento à população. A reunião aconteceu na quarta-feira (11).


De acordo com a assessoria, a Prefeitura de Campo Grande deve pagar R$ 13,5 milhões para a entidade. O recurso ajudaria a quitar os compromissos com médicos, enfermeiros e fornecedores, que já cancelaram alguns pedidos de insumo por falta de pagamento.


De acordo com o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, esta é a terceira semana que as cirurgias eletivas e os serviços ambulatoriais estão suspensos. A última contratualização aconteceu em dezembro de 2014, com vigência de apenas 4 meses, no valor de R$ 19,7 milhões.


A Secretaria Municipal de Saúde apresentou uma proposta, de mesmo valor, que foi negada pela Santa Casa. De acordo com o hospital, a prefeitura quer diminuir o repasse e aumentar os serviços a serem ofertados. “Foi nos proposto um novo contrato através do qual teríamos que realizar R$ 800 mil a mais em serviços, mas com R$ 500 mil a menos em recursos, e ainda sob a vigência de um contrato que está defasado há dois anos”, explicou Teslenco.


Após muitas rodadas de negociações na Assembleia Legislativa, houve um acordo em julho, mas devido a alguns entraves e mudanças na administração municipal, o contrato não foi assinado. De acordo com a presidente da Comissão de Saúde, deputada Mara Caseiro (PTdoB), a Santa Casa busca um contrato que dê estabilidade financeira e jurídica à instituição.


“Estamos tentando que Estado, prefeitura e Santa Casa entrem num consenso. O que nós não podemos é deixar a nossa comunidade desprovida desse atendimento. O hospital é muito importante para nós e por isso queremos ouvir todos os entes envolvidos, tentar entender por que ainda não houve a assinatura do contrato. Mas amanhã haverá uma nova reunião e esperamos o consenso”, afirmou a deputada.

 

O encontro de de hoje à tarde no Ministério Público Estadual (MPE), onde também deverá ser discutida uma nova pactuação de serviços entre os demais hospitais de Campo Grande.

Com informações da assessoria de comunicação.

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