O homem escolhido para dirigir a companhia que resultará da fusão entre TAM e LAN, Enrique Cueto, ajudou a salvar a empresa aérea chilena à beira da falência na década dos anos 1990 graças a redução de custos. Começando como chefe de uma pequena transportadora de carga, Cueto, presidente-executivo da LAN desde 1994, é conhecido por executar uma operação azeitada que fez da LAN uma das companhias aéreas mais lucrativas da América Latina. Ele foi uma figura central na proposta de união com a TAM, cumprindo a meta de muito anos de sua família de invadir o mercado brasileiro de forma agressiva e se tornar uma atuante global no setor aéreo.
Se aprovado, o novo grupo Latam Airlines anunciado na sexta-feira será o líder da região e 11a do mundo em termos de passageiros transportados. Os Cuetos são vistos como os principais articuladores na transação de US$ 2,7 bilhões envolvendo ações e espera-se que tenham grande influência sobre as decisões da nova empresa. "Se quiséssemos jogar nas grandes ligas, tínhamos de nos tornar o líder absoluto na América Latina", disse Cueto, 51, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio. "Se você quiser sobreviver neste negócio, você tem que ter escala." O pai Juan, um espanhol que migrou para o Chile ainda criança durante a guerra civil de seu país, iniciou o seu império de negócios com uma pequena cafeteria na capital Santiago.
A ascensão meteórica da família Cueto no negócio aéreo veio depois que ele comprou uma pequena transportadora de cargas com sede em Miami que preparou o terreno para a compra de uma participação na LAN, que estava em crise financeira no início dos anos 1990. A família controlava a LAN em parceria com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que vendeu sua fatia de 26% na companhia aérea logo após assumir o cargo neste ano. O líder conservador mantém laços estreitos com os Cuetos, que aumentaram sua participação para 31,8%, agora valendo cerca de US$ 3 bilhões, quando Piñera vendeu sua posição na LAN. Os Cuetos, que terão entre 24% e 25% da Latam Airlines, concordaram com os termos de parceria que, pela legislação no Brasil, proíbe strangeiros de possuírem mais de 20% do capital votante de uma companhia aérea nacional. Eles têm uma amizade com o acionista controlador da TAM, a família Amaro. (Fonte: terra)
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