Na rua Marechal Cândido Mariano Rondon um terreno abandonado é motivo de desconforto e medo entre os vizinhos, que temem principalmente pela dengue. Conforme moradores da casa ao lado, o terreno foi limpo pela última vez em março do ano passado, e desde então prolifera insetos e causa doenças na região. O terreno fica no centro da Capital, entre comércios e residências.
Conforme matéria do Capital News, publicada em 17 de novembro do ano passado, o ministro da Saúde José Gomes Temporão afirmou, durante visita à Capital, que Mato Grosso do Sul será um dos seis estados brasileiros que o Ministério da Saúde terá atenção redobrada na campanha “Brasil contra a dengue”.

Em rápida verificação foram encontrados vários pontos de proliferação do mosquito responsável pela proliferação da Dengue
Foto: Deurico/Capital News
Na casa ao lado do terreno abandonado no centro da Capital mora uma senhora de 84 anos. Durante conversa com a equipe de reporategm do Capital News, ela chama a situação de “uma coisa horrível”, pois tem alergia ao veneno, que é a única solução. Já com a saúde fragilizada, conta que passa o dia todo com uma toalha para espantar os mosquitos. “Eu tenho que fazer assim, pois se eu pegar uma dengue eu morro, pois minha saúde já está debilitada”, relata a senhora, que preferiu não ser identificada.

Casa visitada pela equipe de reportagem do Capital News esta sendo invadida pelo matagal
Foto: Deurico/Capital News
Na casa da senhora, que tem como acompanhante Gilmara Canhete, de 33 anos, a sujeira do terreno vizinho chega a ultrapassar os limites do muro. “Eu tenho que limpar esse muro todos os dias, e tirar esses matos daqui”, afirma Gilmara. Segundo ela, já encontrou ratos e escorpiões que vieram do terreno. Durante a reportagem do Capital News na casa, o nosso fotógrafo matou oito pernilongos, além dos vários insetos que pousaram para foto.
Ao lado da casa dela há um estabelecimento comercial, em que a proprietária também reclama da sujeira do terreno e dos insetos gerados por conta disso. Leila Maluf, dona de uma ótica, afirma que tem de passar veneno em seu estabelecimento com frequência. “É um descaso, muitos insetos e há muito tempo que não limpam”. Leila lembra ainda da aparência e sujeira da madeirite que é utilizada como cerca no local, material que apodrece com a chuva.
Segundo os moradores, a dona do terreno é uma empresária de moda da Capital. Os vizinhos do terreno afirmam que já entraram em contato com a Prefeitura para fazer a denúncia mais de três vezes A resposta, é sempre a mesma: a de que um fiscal irá até o local. Mas, conforme vizinhança, nenhuma providência é tomada.
A equipe do Capital News tentou entrar em contato com a diretora de vigilância sanitária da Secretaria Municipal da Saúde, Ana Lucia Lyrio. Sua assessoria informou que ela está em reunião. Tentamos entrar em contato com a dona do terreno - conforme moradores. Deixamos recado em uma de suas lojas.

Rua Cândido Mariano próximo a Padre João Crippa
Foto: Deurico/Capital News
Por: Ana Maria Assis - (www.capitalnews.com.br)
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Junior Kohl 06/01/2010
O engraçado é que nesse caso a prefeitura aplica multa para alguns e outros não, existe uma disparidade, vergonhoso.
1 comentários