Alunos da escola municipal Ione Catarina Gianotti Igydio, que fica no bairro Jardim Noroeste , estudam em sala improvisada que já foi batizada de “contêiner”. Alunos estriam sendo motivo de chacota por crianças de outras escolas da região pela “casa” em que são abrigados de segunda a sexta.
O Capital News foi à unidade de ensino. A diretora Patrícia barrou a entrada da nossa equipe ao local onde fica o “contêiner”. Ela preferiu não passar informações.
A denúncia foi efetuada pelo vereador Paulo Pedra. Ao Capital News, via telefone, ele disse que desde agosto as crianças estudam neste “contêiner”, “em condições sub-humanas e estão sendo relegados ao segundo plano, sofrendo o bullying por parte de alunos de outras escolas”.
“Não é só isso. É também encontrada irregularidade no banheiro. Além disso, naquela sala que é um contêiner. “Há má circulação de ar, carteiras enferrujadas, sem condição de uso, também tem goteira, sujeira, lama na porta da sala, péssimas instalações elétricas, e está sendo usado indevidamente botijão de gás”.
A diretora não nos permitiu entrar, mas, fotos no site do parlamentar demonstrariam, segundo ele, as irregularidades.
O Capital News tentou entrar em contato com a secretária municipal de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta. Primeiro, sua assessoria disse que ela viajava. Segundo, que estava em reunião. Depois, nos repassou à assessoria de imprensa da Prefeitura.
Segundo a assessoria, trata-se de uma sala modular improvisada devido ao aumento da demanda de alunos, que aumentou após determinação do MPF (Ministério Público Federal) permitindo crianças de 5 anos de idade a entrarem no 1° ano do ensino fundamental.
Ainda, segundo a assessoria, no mesmo bairro, uma nova escola foi construída e deverá sanar o problema. A unidade nova é a Rachid Saldanha Derzi, a poucas quadras dali. Ou seja, os alunos devem permanecer nesta situação até o final do ano letivo de 2009.
A assessoria não soube informar – e a diretora não quis –, quantas crianças estudam ali, quais suas idades, qual a previsão de manutenção dos banheiros – que, segundo denúncia, estariam em péssimas condições de conservação e uso.
Esta não seria a primeira vez que estudantes desta escola passariam por situações deste tipo. No ano passado, algumas séries teriam sido transferidas para uma igreja inacabada ao lado. Algumas das salas improvisadas, então, não teriam portas.
Além disso, estes não são os únicos problemas sofridos pelos alunos da escola municipal Ione Catarina Gianotti Igydio. Várias ruas que no entorno da unidade estão não são asfaltadas – sequer cascalhadas – e estão repletas de buracos, dificultando o acesso da população à escola.

De acordo com os pais dos alunos, as crianças estariam sendo humilhadas por causa da situação de suas salas
Foto: Deurico/Capital News
Por: Marcelo Eduardo e Jefferson Gonçalves – (www.capitalnews.com.br)
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