A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou na segunda-feira (15), novo boletim sobre a proliferação da H1N1, ou influenza tipo A, em Mato Grosso do Sul. A Secretaria investiga 12 mortes no Estado, nos municípios de Bandeirantes, Coxim, Nova Andradina, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Tacuru, além da Capital.
Segundo informações do boletim, já foram confirmadas quatro mortes em Campo Grande, somente neste ano. Duas foram vítimas da gripe H1N1 e outras duas morreram em decorrência da H3N2, uma variação mutante da influenza A. No ano passado, sete pessoas morreram no Mato Grosso do Sul.
O boletim da SES aponta que em 2013 foram notificados 362 casos no Estado, 49 foram confirmados, sendo 26 por H1N1 e 23 por H3N2. O maior número de notificações está em Campo Grande, com 166 casos, dos quais, quatro foram confirmados por H1N1 e sete pessoas contraíram o H3N2.
Os municípios de Água Clara, Bodoquena, Bonito, Miranda, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo e Rio Verde de Mato Grosso, foram notificados com apenas um caso em cada município, e sem confirmações.
Segundo a assessoria de comunicação da SES, a campanha de vacinação atingiu a meta, e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão abastecidas com o medicamento Tamiflu. A orientação da Secretaria é que a pessoa que apresenta os sintomas, procure um posto de saúde mais próximo para ser diagnosticado e medicado, para que a doença não se agrave.
Doença: Os sintomas do H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. Mas, a atenção deve ser redobrada se a pessoa apresentar febre alta acima de 38º, de início repentino, dor muscular, dor de cabeça e garganta, além de dor nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e falta de apetite. Médicos alertam que, em alguns casos, podem ocorrer vômitos e diarreia.
A população deve estar atenta para as recomendações do Center Deseases Control (CDC) que evitam o contágio e proliferação, como lavar frequentemente as mãos com bastante água e sabão e desinfetá-las com álcool em gel.
Ao tossir ou espirrar, deve cobrir a boca e nariz, e os lenços descartáveis devem ser jogados fora. Aglomerações devem ser evitadas, assim como evitar o contato com pessoas doentes.
O CDC também recomenda a não levar as mãos aos olhos, boca ou nariz, depois de ter tocado em objetos de uso coletivo. Copos, talheres ou objetos de uso pessoal não podem ser compartilhados, além de suspender, na medida do possível, viagens para lugares onde haja casos da doença.
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