PDT: “Quem decidirá sobre a participação nas eleições 2012 é o diretório municipal e não o regional e muito menos ações externas”. Está é mais uma reação ou contestação que o grupo que está em desentendimento no PDT (Partido Democrático Trabalhista).
O advogado Paulo Dolzan colocou ao Capital News, diante os temas ventilados sobre o partido quanto a posições sobre a candidatura a prefeitura de Campo Grande. Nos últimos dias foram declarados que os pedetistas podem ser vice do candidato do PMDB ou mesmo sair da disputa com nomeação de Dagoberto Nogueira a cargo federal, dita como próxima, pelo deputado federal Vander Loubet (PT), na quinta-feira (5).
Dolzan reafirmou que se Dagoberto, presidente regional do PDT, ratificar ser candidato do partido, até poderá o ser, mas que não decidirá sobre o destino do partido na Capital. “Cabe ao diretório municipal discutir, votar e decidir sobre a eleição que é municipal. Quem decidi se teremos candidato próprio ou com quem vai coligar é o colegiado da Capital, salve se tiver intervenção Nacional. Como também se há movimentação de outros partidos para intervir no PDT, com cargos ou ofertas a Dagoberto será aceito por ele somente”, disse.
Está situação vem mais a tona, porque o PDT está sendo assediado ou disputado para permanecer na oposição, onde Vander, que também é pré-candidato vem negociando com partidos, como no caso do PP, PDT e PSD, para que consolidem as candidaturas ou mesmo que se faça ao menos duas chapas opositoras para concorrer com o candidato do governo, o peemedebista, Edson Giroto. Já os coordenadores do PMDB, André Puccinelli e Nelsinho Trad entraram em negociação e estão oferecendo vaga de vice a Dagoberto e outros benefícios ao partido em geral. O presidente do PDT na Capital, vereador Paulo Pedra já se posicionou em apoio ao PMDB, se Dagoberto não for o candidato.
Arrumar a casa primeiro, para depois conversar com outros
O advogado pedetista lembrou ainda que o partido, em especial Pedra e mais ainda Dagoberto, precisam arrumar a casa, tanto os diretórios municipal, como estadual, para depois partirem para negociações com outros partidos. “As duas instâncias partidárias estão sob Judice. Assim, por enquanto não se sabe o que vai acontecer, nem dentro do partido, quando mais fora. Houve um diretório eleito, mas contestado e enquanto não for decidido pela Justiça ou mesmo eles aceitarem e confirmar as negociações que vem sendo feita, para se retirar a ação, nada pode ser feito”, explicou.
Dolzan comentou que a ação, da qual é signatário, somente será retirada com alguma condições ou ao menos uma principal. “Para sairmos dessa pendência e retirar da Justiça, a exigência é que nosso grupo faça parte do diretório e das decisões do partido, que fomos alijados sem cerimônia e ficou um só corpo no comando. E por fim, qualquer coisa, negociação, a fora do PDT, primeiro vai ser decidido lá na frente, mas antes deve ser resolvido a situação em casa”, argumentou.
Dagoberto sem nada
Paulo Dolzan afirmou que as duas propostas saídas nos últimos dias a respeito de Dagoberto não se concretizaram e o próprio interessado, bem como o PDT pode ser mais uma vez prejudicado no final. “Não acredito que o PT vai conseguir o cargo para o Dagoberto e ele jamais vai ser vice do Giroto, tanto pelas condições, como por seu perfil. Já vi esse filme, em 2008, ele seria vice de Nelsinho, que também não o aceitou e acabou tendo o PDT prejuízo no final, ficando a reboque e numa coligação com o PMDB, que não beneficiou em nada o partido, tanto que elegemos na rabeira um só vereador”, disse.
