O secretário nacional do PDT, Manoel Dias, confirmou na manhã deste sábado (24) ao Capital News, saber dos conflitos internos em Mato Grosso do Sul, mas considera que é um caso isolado. O dirigente apontou ainda que o partido tenha coisas maiores para tratar, como a entrada do partido na disputa a sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). A pré-candidatura de Dagoberto Nogueira foi ratificada pelo dirigente nacional, que também garantiu a permanência do ex-deputado federal na presidência da Comissão Provisória do PDT em Mato Grosso do Sul.
“A Nacional tem tarefas muito maiores para resolver, sabemos do entrevero e até da liminar, e não se está descumprindo, pois o Seminário esta ocorrendo em todo o Brasil e eu estou aqui pelo seminário. Mas isto é uma coisa interna e pontual, que não tira a unidade. O total de membros presentes aqui mostra a unidade e a direção está aprovada. Quem reúne 40,50 candidatos hoje, como você vê, não tem divergências. É fato que uma ação assim, não é bom politicamente para as pessoas acompanharem, mas o PDT está forte e vigoroso, com este auditório lotado”, avaliou Dias.
O secretário lembrou que a comissão provisória, presidida por Dagoberto Nogueira, no Estadual, e, Paulo Pedra, no municipal, tem respaldo e vai continuar e se efetivar. “Não altera em nada politicamente, é um fato pontual e foi erro de documento para a convenção ser barrada. A comissão tem o mesmo poder e não causa prejuízo ao partido hoje e nem até ficar efetivada, para constar na Justiça”, explicou.
Candidatura própria
Dias que esteve nesta manhã em Campo Grande para participar do “Seminário Estadual de Planejamento Estratégico e Gestão Partidária”, ratificou e pregou posição nacional dos pedetistas em participarem efetivamente da disputa por prefeituras pelo Brasil, principalmente nas Capitais.
“O partido pretende disputar as prefeituras de diversas capitais brasileiras, entre elas Campo Grande. Gostaria muito que o Dagoberto fosse o nosso candidato e ele está caminhando para isto e com nosso total apoio”, ratificou.
O dirigente aponta que 30 de junho é o limite e que se sair para negociar aliança, antes do tempo, é sinal de fraqueza e que não tem projeto de candidatura. “Nós temos planos de administrar. Se ir discutir alianças antes de junho, é admitir que não quer candidatura própria e nós queremos. Até lá há mesmo conversações, o processo é assim. Além de que consideramos que em um 1º turno seria obrigação de todos os partidos lançarem suas propostas e ampliar o debate”, recomendou.
Ampliar vereadores nas Câmaras
Outra posição do dirigente foi de que o PDT quer aumentar o numero de vereadores e que na concepção interna, para isto deve ser com candidaturas próprias. “As chances de o PDT aumentar o número de vereadores na Câmara Municipal teria maior viabilidade com candidatos próprios em todos os níveis, até por conta do tamanho de votos em coligações”, avaliou.
Atualmente, Paulo Pedra é o único vereador do partido na Câmara da Capital.
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